Bem-vindo ao blogue do Centro de Língua Portuguesa do Camões, IP na Universidade da Extremadura /Cáceres

Bienvenido al blog del Centro de Lengua Portuguesa del Camões, IP en la Universidad de Extremadura /Cáceres




18/02/20


Narração em português da história de Dona Inês e Don Pedro de Portugal feita pelos alunos 5º de primária do CEIP Luis Chamizo-Pinofranqueado.











https://radioedu.educarex.es/chamizoenlaonda/2020/02/14/amor-costumes-e-tradicoes/

Obrigado!

05/02/20

XVI Maratona de Leitura em Língua Portuguesa



A VIAGEM NA LITERATURA COMO FORMA DE TRANSFORMAÇÃO





O CLP/C e o Centro Municipal de Juventud (Ayuntamiento de Cáceres) organizam, no próximo dia 21 de abril, na Praça de São Jorge (Cáceres), mais uma edição da Maratona de Leitura em Língua Portuguesa.


Literatura e viagem são duas palavras indissociáveis. É evidente que até o olhar menos atento consegue captar a relação existente neste binómio.

Ainda assim, se é certo que "Ler é viajar sem sair do lugar, voar sem ter asas, caminhar sem tirar os pés do chão, sonhar acordado, navegar em um mar de palavras, soltando a imaginação" (Alice Ferreira), também é certo que a literatura de viagens radica, por exemplo, na necessidade primordial de criar registos que estimulam a memória.

Através de um olhar descomprometido teoricamente, consideramos que a relação entre viagens e literatura é bastante profunda. Por exemplo, na literatura portuguesa acreditamos que remonta aos descobrimentos e às consequentes necessidades pragmáticas de criação de registos de viagem. 
A viagem como topos literário recorrente é também sinónimo da fecunda relação, seja como fundador do romance marítimo seja em desenvolvimentos temáticos que ocupam os vários géneros. 
Deste modo, a literatura assume um papel ora de agente de transformação ora de testemunha da mudança operada.

No âmbito das comemorações dos quinhentos anos da circum-navegação que transformou o mundo e num momento em que se revela imperioso alterar os paradigmas vigentes em prol de um desenvolvimento sustentável no quadro da Agenda 2030, o tema proposto para a XVI edição da Maratona de Leitura em Língua Portuguesa é “A viagem na literatura como forma de transformação”.

Trata-se de um tema amplo que permite a leitura de textos tão diferentes como Os Lusíadas de Luís Vaz de Camões, Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, Auto da Índia de Gil Vicente, Onde a terra se acaba e o mar começa de Afonso Lopes Vieira, As naus de António Lobo Antunes, Navegações de Sophia de Mello Breyner Andresen, dando assim conta da panóplia de olhares que existem numa viagem.

Todas as leituras são bem-vindas! 
Ainda assim, deixamos algumas sugestões, entre as muitas possíveis:

·         Agualusa, José Eduardo. Um estranho em Goa
·         Agualusa, José Eduardo. Passageiros em trânsito
·         Agualusa, José Eduardo. Fronteiras perdidas
·         Cabral, Afonso Reis. Leva-me contigo
·         Alegre, Manuel. As naus do verde pinho
·         Peixoto, José Luís. O caminho imperfeito
·         Peixoto, José Luís. Dentro do segredo
·         Pessoa, Fernando. Mensagem
·         Cadilhe, Gonçalo. Nos passos de Magalhães
·         Cadilhe, Gonçalo. África acima
·         Cadilhe, Gonçalo. O esplendor do mundo
·         Saramago, José. A viagem do elefante
·         Saramago, José. Viagem por Portugal
·         Andresen, Sophia de Mello Breyner. Navegações
·         Antunes, António Lobo. As naus
·         Pinto, Fernão Mendes. Peregrinação
·         Vieira, Afonso Lopes. Onde a terra se acaba e o mar começa
·         Vicente, Gil. Auto da Índia
·         Camões, Luís Vaz. Os Lusíadas
·         Cruz, Afonso. Jesus Cristo bebia cerveja



Toda a informação sobre como participar pode ser consultada na página da maratona: http://maratonadeleitura.ayto-caceres.es/ 



DATAS IMPORTANTES

-  ENVIO DE VÍDEOS ATÉ: 03 DE ABRIL
DIA DA MARATONA: 21 DE ABRIL

Cursos de formação a distância do Camões, I.P. – 2º semestre 2019/2020 - Candidaturas até 12 de fevereiro



Encontra-se a decorrer, até ao dia 12 de fevereiro de 2020, o período de candidaturas aos cursos a distância do Camões, I.P.

Todas as informações relativas aos cursos disponibilizados podem ser consultadas aqui .

CULTURA
Estudos Pós-Coloniais: Atlânticos Sul

CURSOS DE PORTUGUÊS PARA FINS ESPECÍFICOS
Introdução ao Português Jurídico
Português para Negócios
Português para Hotelaria
Laboratório de Escrita Jornalística
Laboratório de Escrita Criativa - Nível Avançado

TRADUÇÃO E INTERPRETAÇÃO
Tradução e Tecnologias de Informação Linguística

COOPERAÇÃO PARA O DESENVOLVIMENTO
Introdução à Cooperação Internacional para o Desenvolvimento
Boa Governação, Cidadania e Direitos Humanos

04/02/20

Apresentação do livro "Estuário" de Lídia Jorge






No dia 12 de fevereiro, pelas 18h30, decorre, no Salón de Actos da Biblioteca Pública de Cáceres, a sessão comentada de apresentação do romance Estuário de Lídia Jorge.
A escritora estará acompanhada pela tradutora María Jesús Fernández, Feliciano Novoa da Editorial la Umbría y la Solana e Raquel Gafanha, leitora do Camões, IP na UEx.

16/01/20

Ato de encerramento da exposição "Ecos do Fado na Arte Portuguesa"



Na sexta-feira, 31 de janeiro, pelas 20h, terá lugar no Salón de Actos del Antiguo Magisterio de Cáceres, o ato de encerramento da exposição "Ecos do Fado na Arte Portuguesa" a cargo do grupo "Malquerer".
  
O grupo musical “Malquerer” é um claro exemplo de que não há fronteiras quando se trata de sentir a música. Este grupo cacereño dedica-se à interpretação, composição e divulgação do fado.
Nos seus concertos são interpretados fados tradicionais, bem como o chamado 'fado novo', no entanto o que mais os caracteriza é a interpretação e composição dos seus próprios fados, fados esses que nos falam de Lisboa, de alegrias inesperadas, de amores desgarrados… Música original feita por extremeños com saudade portuguesa, com matizes de guitarra clássica e contrabaixo, um som novo e uma nova forma de fazer fado a que eles gostam de chamar “Fado Fronterizo”

A entrada é livre até ao limite da lotação da sala.

14/01/20

EXAMES DE PORTUGUÊS LÍNGUA ESTRANGEIRA CAPLE – 2020











O Centro de Língua Portuguesa do Camões,IP, em Cáceres, que é o Local para Aplicação e Promoção dos Exames (LAPE) em Cáceres, informa que as inscrições para a realização, em Cáceres, dos exames de avaliação de Português Língua Estrangeira nas época de maio, julho e novembro de 2020 estão abertas.

inscrição e pagamento são realizados exclusivamente on-line através da plataforma do CAPLE disponível em http://caple.letras.ulisboa.pt/inscricao

Para obter mais informações sobre cada exame pode consultar 
- a página do CAPLE (Centro de Avaliação de Português Língua Estrangeira): http://caple.letras.ulisboa.pt/
-    a página do LAPE de Cáceres: https://clpcaceres.wixsite.com/caplecaceres



Época de maio (2001) 
  • DUPLE - 13 de maio
  • DAPLE - 14 de maio
  • DIPLE - 12 de maio
  • DEPLE - 13 de maio
  • CIPLE - 14 de maio

Último dia para a inscrição na época de maio (2001): 21 de abril


Época de julho (2002)
  • DUPLE - 15 de julho
  • DAPLE - 16 de julho
  • DIPLE - 14 de julho
  • DEPLE - 15 de julho
  • CIPLE - 16 de julho

Último dia para a inscrição na época de julho (2002): 23 de junho.


Época de novembro (2003) 

  • DUPLE - 11 de novembro
  • DAPLE - 12 de novembro
  • DIPLE - 10 de novembro
  • DEPLE - 11 de novembro
  • CIPLE - 12 de novembro

Último dia para a inscrição na época de novembro (2003): 20 de outubro.



13/01/20

Conheça as tradições gastronómicas Natalícias de cada região portuguesa

bacalhau parece ser o rei do Natal em Portugal mas, mesmo assim, há zonas do país em que essa não é a primeira opção. Fomos procurar as receitas natalícias tradicionais de cada zona do nosso país, desde o Algarve a Trás-os-Montes, passando pelos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
O resultado é este:


Açores

Ceia: Nas nove ilhas açorianas encontramos uma grande diversidade de pratos tipicamente natalícios. Na ceia, ou se come bacalhau com todos, ou canja de galinha (feita com arroz), ou consomê de galinha (um caldo de frango com legumes). Há ainda quem coma torresmos com inhames e Morcela com batata doce – estes dois últimos pratos são tradicionais na ilha de São Jorge.
Almoço: No dia seguinte, os pratos vão desde peru e frango assados no forno com recheio de pão e miúdos (Terceira, Flores e São Miguel), ao frango com debulho e borrego assado (São Jorge), passando por cozido (Graciosa), polvo assado ou guisado (Terceira, Graciosa e Santa Maria), molha de carne com inhames e sopas de pão de trigo (Pico), lulas à moda das Ribeiras e ainda há espaço para a roupa velha (feita com os restos do bacalhau com todos do dia anterior).
Sobremesas: Come-se o Bolo de Natal (feito com frutas cristalizadas), o arroz doce, as queijadas e os pasteis de arroz (Graciosa), pão de ló, Bolo de nozes, Bolo de laranja, filhós, coscorões, rabanadas, Bolo Rei e figos passados. Para acompanhar, os açorianos bebem licores caseiros (de vinho abafado e licor de leite), aguardente de canela e Vinho do Porto.

Alentejo
Ceia: O bacalhau, seja cozido ou no forno, enche as mesas dos alentejanos na “missadura” (a consoada alentejana).
Almoço: No dia seguinte à Missa do Galo, no Alentejo, come-se tipicamente o galo, tostado ou assado. Há, no entanto, quem prefira o cabrito assado.
Sobremesas: No que toca aos doces, os alentejanos comem as conhecidas filhoses, leite de creme e coscorões. Além disso, as azevias de grão (doces em forma de triângulo ou retângulo recheados com uma mistura de grão, açúcar, limão, ovo e canela), o nogado (massa feita com farinha, ovos, azeite, cortada em pequenos cilindros, que são regados numa calda de mel) e as encharcadas (doce à base de ovos e açúcar, queimado por cima, à semelhança do leite creme) são doces tipicamente natalícios nesta zona.

Algarve

Ceia: Os algarvios têm duas opções típicas para a ceia de Natal, uma de carne e outra de peixe: o galo de cabidela e o bacalhau cozido. Mas antes disso, como entrada, servem-se amêijoas e berbigões
Almoço: No dia seguinte, comem-se os restos do dia anterior e, a par disto, assam-se carnes de borrego ou peru. Em algumas zonas, também se come leitão.
Sobremesas: Às filhoses, rabanadas, sonhos e leite de creme, os algarvios juntam a tarte de amêndoa, as empanadilhas (são muito semelhantes às azevias, mas o recheio é, geralmente, feito com batata doce – daí também serem chamadas pastéis de batata doce), as encharcadas, importadas do Alentejo e o Morgado de Amêndoa.

Beira Interior

Ceia: Da Beira alta à Beira Baixa, o prato preparado para a ceia de Natal é o tradicional bacalhau cozido.
Almoço: Do peixe do dia anterior, passa-se à carne assada que geralmente ou é de cabrito ou de peru.
Sobremesas: Aqui, não podem faltar alguns pratos comuns a outras regiões do país, como é o caso do arroz doce, dos sonhos, das rabanadas e do Bolo Rei. Mas a Beira Interior é rica em sobremesas tipicamente natalícias. As tigeladas, por exemplo, são um doce feito com ovos, farinha, açúcar, leite e canela que é servido em formas de barro. As papas de carolo fazem lembrar o arroz doce – e, na verdade, antigamente, há falta de arroz, os beirões faziam estas papas com o carolo do milho, uma farinha mais grossa e amarela. Por último, mas não menos importante, estão as filhoses que, na Beira Interior, se chamam filhoses de joelho. Tradicionalmente, na noite de natal, antes da Missa do Galo, as pessoas reuniam-se à volta de fogueiras a moldar a massa com o joelho, de forma a ficarem curvadas. Depois, eram fritas ao lume.

Beira Litoral

Ceia: Aqui, o bacalhau cozido impera, mas também há quem já queira inovar e cozinhe o bacalhau de outras formas. Com um protagonismo menor está o polvo cozido.
Almoço: Come-se carne assada, que pode ir desde o peru, ao lombo ou ao cabrito.
Sobremesas: Quanto a doces, na Beira Litoral não existem propriamente pratos típicos, mas, na região de Aveiro, comem-se os ovos moles. De resto, na mesa de Natal não podem faltar as rabanadas, as filhoses, os sonhos, a aletria, os frutos secos e o Bolo Rei.


Lisboa e Vale do Tejo

Ceia: A zona de Lisboa e Vale do Tejo caracteriza-se por reunir um conjunto de receitas típicas de várias pontos do país, trazidas pelo fluxo migratório do século XX. Na ceia, come-se o bacalhau cozido com todos e peru assado.
Almoço: Serve-se carne assada de cabrito, peru ou borrego.
Sobremesas: Aqui, as rabanadas têm o nome de fatias douradas. Comem-se filhoses, sonhos, aletria, lampreia de ovos, azevias e, claro, Bolo Rei.

Madeira

Ceia: Por causa da Missa do Galo, os madeirenses comem pratos mais leves na Ceia de Natal – ou canja de galinha (feita com arroz), ou sandes de Carne Vinha e Alhos.
Almoço: No dia seguinte, o almoço já é mais pesado e repete-se um dos pratos do dia anterior – a Carne Vinha e Alhos. Mas, desta vez, não é servida no pão. Até se percebe a repetição, já que se trata de uma iguaria bastante trabalhosa – a carne precisa de ficar pelo menos três dias a marinar num molho de vinho, alho, vinagre e louro. Lá, há também quem coma o bacalhau cozido no almoço de Natal.
Sobremesas: Os madeirenses comem Bolo de Mel, um bolo feito com muitos frutos secos, cuja receita não se destina a um só bolo – até porque, geralmente, por se conservar durante muito tempo, quando se faz Bolo de Mel, não se faz apenas um, fazem-se muitos. Como é um bolo pesado, juntam-se sobremesas mais leves, com fruta – salada de fruta, pudim de maracujá, tangerinas, ananás, tomate inglês e, ainda, o “fruto delicioso”, uma espécie de banana ananás.

Minho e Douro Litoral

Ceia: Nesta zona do país, o bacalhau cozido é rei na ceia de Natal. Mas não é feito de qualquer maneira. As batatas querem-se grandes, para não esfarelarem, e cozem-se com a casca, as couves galegas querem-se tronchudas, com troços grandes e o bacalhau quer-se grosso. Tudo isto é regado com um fio de azeite que, previamente, foi aquecido com rodelas de cebola estalada e cominhos. No final da refeição, não se levanta a mesa, para que as alminhas e os anjos possam saciar-se.
Almoço: Um dos pratos tradicionais não poderia ser mais simples. Cortam-se aos bocados os restos das couves, batatas, bacalhau, ovos e cenoura do dia anterior e aquecem-se num frigideira com azeite. A isto se chama roupa velha ou farrapo velho. Além disso, também é costume comer-se cabrito e peru assado.
Sobremesas: Na região dizem que a ceia não é ceia se não se beber vinho quente e/ou comer as sopas de vinho. O vinho quente tinto é aromatizado ao lume com açúcar/mel e canela. As sopas são feitas com bocados de pão ou broa embebidos nesse vinho. Quanto a doces, comem-se as rabanadas de vinho, leite (também chamadas fatias paridas) ou de mel, que podem ser regadas com calda de açúcar. Também são tradicionais os sonhos, as filhoses, o arroz doce, os bolinhos de abóbora-menina e de chila e os mexidos (uma mistura de açúcar, pão e frutos secos fervida em água).

Trás-os-Montes e Alto Douro

Ceia: As principais receitas típicas têm como ingredientes principais o bacalhau e polvo. Podem ser cozidos e acompanhados de batatas e couves, mas também se fazem filetes de polvo, bolos de bacalhau e bacalhau frito. Para além disso, nalgumas casas come-se pescada frita ou congro frito.
Almoço: À semelhança do que acontece no Minho e Douro Litoral, come-se a roupa velha, feita a partir das sobras do bacalhau cozido com todos do dia anterior. Além disso, também são tradicionais pratos de carne assada, geralmente de cabrito, cordeiro, borrego ou de peru.
Sobremesas: A mesa de doces é recheada com leite de creme, arroz doce, rabanadas, filhoses, sonhos, pão de ló, farófias (uma sobremesa à base de clara de ovo, regada com um molho feito com leite, gema de ovo, açúcar, canela e limão) e o Bolo Rei que, nalguns casos, é substituído pelo Bolo Inglês, também com frutos secos.

Fonte: visão

12/12/19

Exposição "Ecos do Fado na Arte Portuguesa, Séculos XIX-XXI"


 "Ecos do Fado na Arte Portuguesa, Séculos XIX-XXI"

O Centro de Língua Portuguesa do Camões, IP na Universidade da Extremadura, através da EGEAC/Museu do Fado, promove, a partir do dia 12 de dezembro e até 30 de janeiro de 2020, a exposição "Ecos do Fado na Arte Portuguesa, Séculos XIX-XXI" na Sala de Exposições da Antiga Escola de Magistério, em Cáceres.  

 A exposição, apresentada no quadro do programa da Candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO),  propõe uma leitura integrada e multidisciplinar das representações do Fado na Arte Portuguesa dos Séculos XIX-XXI, procurando estabelecer um diálogo contínuo entre a história da canção nacional e mais de um século de história da arte portuguesa, enquanto dá a ver como fado e fadistas - e os seus símbolos e ambientes - foram representados das mais variadas perspetivas.