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13/01/20

Conheça as tradições gastronómicas Natalícias de cada região portuguesa

bacalhau parece ser o rei do Natal em Portugal mas, mesmo assim, há zonas do país em que essa não é a primeira opção. Fomos procurar as receitas natalícias tradicionais de cada zona do nosso país, desde o Algarve a Trás-os-Montes, passando pelos arquipélagos dos Açores e da Madeira.
O resultado é este:


Açores

Ceia: Nas nove ilhas açorianas encontramos uma grande diversidade de pratos tipicamente natalícios. Na ceia, ou se come bacalhau com todos, ou canja de galinha (feita com arroz), ou consomê de galinha (um caldo de frango com legumes). Há ainda quem coma torresmos com inhames e Morcela com batata doce – estes dois últimos pratos são tradicionais na ilha de São Jorge.
Almoço: No dia seguinte, os pratos vão desde peru e frango assados no forno com recheio de pão e miúdos (Terceira, Flores e São Miguel), ao frango com debulho e borrego assado (São Jorge), passando por cozido (Graciosa), polvo assado ou guisado (Terceira, Graciosa e Santa Maria), molha de carne com inhames e sopas de pão de trigo (Pico), lulas à moda das Ribeiras e ainda há espaço para a roupa velha (feita com os restos do bacalhau com todos do dia anterior).
Sobremesas: Come-se o Bolo de Natal (feito com frutas cristalizadas), o arroz doce, as queijadas e os pasteis de arroz (Graciosa), pão de ló, Bolo de nozes, Bolo de laranja, filhós, coscorões, rabanadas, Bolo Rei e figos passados. Para acompanhar, os açorianos bebem licores caseiros (de vinho abafado e licor de leite), aguardente de canela e Vinho do Porto.

Alentejo
Ceia: O bacalhau, seja cozido ou no forno, enche as mesas dos alentejanos na “missadura” (a consoada alentejana).
Almoço: No dia seguinte à Missa do Galo, no Alentejo, come-se tipicamente o galo, tostado ou assado. Há, no entanto, quem prefira o cabrito assado.
Sobremesas: No que toca aos doces, os alentejanos comem as conhecidas filhoses, leite de creme e coscorões. Além disso, as azevias de grão (doces em forma de triângulo ou retângulo recheados com uma mistura de grão, açúcar, limão, ovo e canela), o nogado (massa feita com farinha, ovos, azeite, cortada em pequenos cilindros, que são regados numa calda de mel) e as encharcadas (doce à base de ovos e açúcar, queimado por cima, à semelhança do leite creme) são doces tipicamente natalícios nesta zona.

Algarve

Ceia: Os algarvios têm duas opções típicas para a ceia de Natal, uma de carne e outra de peixe: o galo de cabidela e o bacalhau cozido. Mas antes disso, como entrada, servem-se amêijoas e berbigões
Almoço: No dia seguinte, comem-se os restos do dia anterior e, a par disto, assam-se carnes de borrego ou peru. Em algumas zonas, também se come leitão.
Sobremesas: Às filhoses, rabanadas, sonhos e leite de creme, os algarvios juntam a tarte de amêndoa, as empanadilhas (são muito semelhantes às azevias, mas o recheio é, geralmente, feito com batata doce – daí também serem chamadas pastéis de batata doce), as encharcadas, importadas do Alentejo e o Morgado de Amêndoa.

Beira Interior

Ceia: Da Beira alta à Beira Baixa, o prato preparado para a ceia de Natal é o tradicional bacalhau cozido.
Almoço: Do peixe do dia anterior, passa-se à carne assada que geralmente ou é de cabrito ou de peru.
Sobremesas: Aqui, não podem faltar alguns pratos comuns a outras regiões do país, como é o caso do arroz doce, dos sonhos, das rabanadas e do Bolo Rei. Mas a Beira Interior é rica em sobremesas tipicamente natalícias. As tigeladas, por exemplo, são um doce feito com ovos, farinha, açúcar, leite e canela que é servido em formas de barro. As papas de carolo fazem lembrar o arroz doce – e, na verdade, antigamente, há falta de arroz, os beirões faziam estas papas com o carolo do milho, uma farinha mais grossa e amarela. Por último, mas não menos importante, estão as filhoses que, na Beira Interior, se chamam filhoses de joelho. Tradicionalmente, na noite de natal, antes da Missa do Galo, as pessoas reuniam-se à volta de fogueiras a moldar a massa com o joelho, de forma a ficarem curvadas. Depois, eram fritas ao lume.

Beira Litoral

Ceia: Aqui, o bacalhau cozido impera, mas também há quem já queira inovar e cozinhe o bacalhau de outras formas. Com um protagonismo menor está o polvo cozido.
Almoço: Come-se carne assada, que pode ir desde o peru, ao lombo ou ao cabrito.
Sobremesas: Quanto a doces, na Beira Litoral não existem propriamente pratos típicos, mas, na região de Aveiro, comem-se os ovos moles. De resto, na mesa de Natal não podem faltar as rabanadas, as filhoses, os sonhos, a aletria, os frutos secos e o Bolo Rei.


Lisboa e Vale do Tejo

Ceia: A zona de Lisboa e Vale do Tejo caracteriza-se por reunir um conjunto de receitas típicas de várias pontos do país, trazidas pelo fluxo migratório do século XX. Na ceia, come-se o bacalhau cozido com todos e peru assado.
Almoço: Serve-se carne assada de cabrito, peru ou borrego.
Sobremesas: Aqui, as rabanadas têm o nome de fatias douradas. Comem-se filhoses, sonhos, aletria, lampreia de ovos, azevias e, claro, Bolo Rei.

Madeira

Ceia: Por causa da Missa do Galo, os madeirenses comem pratos mais leves na Ceia de Natal – ou canja de galinha (feita com arroz), ou sandes de Carne Vinha e Alhos.
Almoço: No dia seguinte, o almoço já é mais pesado e repete-se um dos pratos do dia anterior – a Carne Vinha e Alhos. Mas, desta vez, não é servida no pão. Até se percebe a repetição, já que se trata de uma iguaria bastante trabalhosa – a carne precisa de ficar pelo menos três dias a marinar num molho de vinho, alho, vinagre e louro. Lá, há também quem coma o bacalhau cozido no almoço de Natal.
Sobremesas: Os madeirenses comem Bolo de Mel, um bolo feito com muitos frutos secos, cuja receita não se destina a um só bolo – até porque, geralmente, por se conservar durante muito tempo, quando se faz Bolo de Mel, não se faz apenas um, fazem-se muitos. Como é um bolo pesado, juntam-se sobremesas mais leves, com fruta – salada de fruta, pudim de maracujá, tangerinas, ananás, tomate inglês e, ainda, o “fruto delicioso”, uma espécie de banana ananás.

Minho e Douro Litoral

Ceia: Nesta zona do país, o bacalhau cozido é rei na ceia de Natal. Mas não é feito de qualquer maneira. As batatas querem-se grandes, para não esfarelarem, e cozem-se com a casca, as couves galegas querem-se tronchudas, com troços grandes e o bacalhau quer-se grosso. Tudo isto é regado com um fio de azeite que, previamente, foi aquecido com rodelas de cebola estalada e cominhos. No final da refeição, não se levanta a mesa, para que as alminhas e os anjos possam saciar-se.
Almoço: Um dos pratos tradicionais não poderia ser mais simples. Cortam-se aos bocados os restos das couves, batatas, bacalhau, ovos e cenoura do dia anterior e aquecem-se num frigideira com azeite. A isto se chama roupa velha ou farrapo velho. Além disso, também é costume comer-se cabrito e peru assado.
Sobremesas: Na região dizem que a ceia não é ceia se não se beber vinho quente e/ou comer as sopas de vinho. O vinho quente tinto é aromatizado ao lume com açúcar/mel e canela. As sopas são feitas com bocados de pão ou broa embebidos nesse vinho. Quanto a doces, comem-se as rabanadas de vinho, leite (também chamadas fatias paridas) ou de mel, que podem ser regadas com calda de açúcar. Também são tradicionais os sonhos, as filhoses, o arroz doce, os bolinhos de abóbora-menina e de chila e os mexidos (uma mistura de açúcar, pão e frutos secos fervida em água).

Trás-os-Montes e Alto Douro

Ceia: As principais receitas típicas têm como ingredientes principais o bacalhau e polvo. Podem ser cozidos e acompanhados de batatas e couves, mas também se fazem filetes de polvo, bolos de bacalhau e bacalhau frito. Para além disso, nalgumas casas come-se pescada frita ou congro frito.
Almoço: À semelhança do que acontece no Minho e Douro Litoral, come-se a roupa velha, feita a partir das sobras do bacalhau cozido com todos do dia anterior. Além disso, também são tradicionais pratos de carne assada, geralmente de cabrito, cordeiro, borrego ou de peru.
Sobremesas: A mesa de doces é recheada com leite de creme, arroz doce, rabanadas, filhoses, sonhos, pão de ló, farófias (uma sobremesa à base de clara de ovo, regada com um molho feito com leite, gema de ovo, açúcar, canela e limão) e o Bolo Rei que, nalguns casos, é substituído pelo Bolo Inglês, também com frutos secos.

Fonte: visão

12/12/19

Exposição "Ecos do Fado na Arte Portuguesa, Séculos XIX-XXI"


 "Ecos do Fado na Arte Portuguesa, Séculos XIX-XXI"

O Centro de Língua Portuguesa do Camões, IP na Universidade da Extremadura, através da EGEAC/Museu do Fado, promove, a partir do dia 12 de dezembro e até 30 de janeiro de 2020, a exposição "Ecos do Fado na Arte Portuguesa, Séculos XIX-XXI" na Sala de Exposições da Antiga Escola de Magistério, em Cáceres.  

 A exposição, apresentada no quadro do programa da Candidatura do Fado à Lista Representativa do Património Cultural Imaterial da Humanidade (UNESCO),  propõe uma leitura integrada e multidisciplinar das representações do Fado na Arte Portuguesa dos Séculos XIX-XXI, procurando estabelecer um diálogo contínuo entre a história da canção nacional e mais de um século de história da arte portuguesa, enquanto dá a ver como fado e fadistas - e os seus símbolos e ambientes - foram representados das mais variadas perspetivas. 

04/12/19

Novos filmes na Biblioteca do CLP/C: "O Amor é Lindo... Porque Sim!"

A biblioteca do CLP/C apresenta O Amor é Lindo... Porque Sim! de Vicente Alves do Ó. 

- Sobre o filme:

Amélia está a viver um momento particularmente difícil da sua vida. No próprio dia do seu aniversário não só perde o emprego como é abandonada por Mauro, o namorado. A mãe, Gigi, ganha dinheiro como vidente e Cátia, a irmã, é uma actriz desempregada que luta por mostrar o seu valor. Mas quando Amélia arranja um novo emprego numa tasca lisboeta e a sua voz é descoberta pela dona do estabelecimento tudo se altera…
Depois da curta-metragem "Entre o Desejo e o Destino" (2005) e das longas "Quinze Pontos na Alma" (2011) e “Florbela” (2012), o argumentista Vicente Alves do Ó regressa à realização com uma comédia portuguesa. Os actores Inês Patrício, Maria Rueff, João Maria, Carolina Serrão, Ana Brito e Cunha e Sílvia Rizzo dão vida às personagens.


Trailer: 


Novos filmes na Biblioteca do CLP/C: "Sei lá"


A biblioteca do CLP/C apresenta a comédia romântica Sei lá, de Joaquim Leitão. 

- Sobre o filme:

Madalena tem 30 anos, é jornalista e namora com Ricardo. Quando ele a troca por outra mulher, ela vê o mundo ruir à sua volta. Decidida a nunca mais confiar nos homens, ela tem o apoio de Mariana, Catarina e Luísa, as suas melhores amigas e confidentes. É então que conhece Francisco, alguém que parece genuinamente interessado nela mas com quem Madalena quer evitar qualquer tipo de relacionamento…
Realizado por Joaquim Leitão ("Adão e Eva", "Tentação", "Até Amanhã, Camaradas"), é a adaptação cinematográfica do romance de Margarida Rebelo Pinto. No elenco, os actores Leonor Seixas, Ana Rita Clara, Patrícia Bull, Pedro Granger, António Pedro Cerdeira, Rui Unas, Rita Pereira, Paula Lobo Antunes e Tino Navarro, entre outros. 


Legendado em Português e Inglês.


Trailer:



Novos filmes na Biblioteca do CLP/C: "Linhas de Wellington"

A biblioteca do CLP/C apresenta o filme dramático de caráter histórico Linhas de Wellington de Valeria Sarmiento. 

- Sobre o filme:

 Setembro de 1810. As tropas de Napoleão Bonaparte invadem Portugal. Com os ingleses como aliados, o Exército português, chefiado pelo general Wellington, desenvolve um plano engenhoso para deter as forças imperiais gaulesas e proteger Lisboa: uma retirada das tropas a fim de atrair o inimigo a Torres Vedras onde, em segredo, tinham sido construídas várias fortificações intransponíveis. Esta operação implicou também a evacuação da população civil, resultando num gigantesco êxodo. E é assim que um enorme grupo de pessoas, soldados e civis, de todos os estratos sociais e idades, seguem caminho rumo a sul. No entanto, se alguns seguem animados por um sentimento patriótico, outros, aproveitam a confusão para roubar e enganar.
Este filme começou por ser um projecto pessoal do realizador Raoul Ruiz. Porém, depois da sua morte a 19 de Agosto de 2011, já em fase de pré-produção, foi Valeria Sarmiento, a sua viúva, quem completou o trabalho.

Legendado em português, françês e inglês.

Trailer: 

Novos filmes na Biblioteca do CLP/C: "Fátima"

A biblioteca do CLP/C apresenta Fátima, um filme de João Canijo.

- Sobre o filme: 

 No início de maio de 2016, um grupo de 11 mulheres – composto pelas actrizes Rita Blanco, Anabela Moreira, Cleia Almeida, Vera Barreto, Teresa Madruga, Ana Bustorff, Teresa Tavares, Alexandra Rosa, Íris Macedo, Sara Norte e Márcia Breia – parte de Vinhais, em Trás-os-Montes, em peregrinação a Fátima. Durante nove dias, e ao longo de quatrocentos quilómetros, fazem o seu caminho individual, superando as adversidades com estoicismo, coragem e fé. Com realização de João Canijo – "Ganhar a Vida" (2001), "Noite Escura" (2004), "Mal Nascida" (2007), "Fantasia Lusitana" (2010), "Sangue do Meu Sangue" (2011) ou "É o Amor" (2012) –, um "road movie" semidocumental que tem como pano de fundo a relação entre mulheres e que tenta reflectir sobre as "coisas extremas que se podem fazer por necessidade de fé". Segundo o realizador, o projecto iniciou-se com "um texto que foi construído ao longo de dois anos, porque as actrizes fizeram peregrinações reais que documentaram. E foi a partir dessa informação, dos incidentes e dos acidentes das várias peregrinações, que se chegou ao guião do filme", conta. Canijo explica também que "as actrizes estiveram em Vinhais para serem de Vinhais. As suas personagens têm vidas que elas viveram em Vinhais"

Trailer:



Novos filmes na Biblioteca do CLP/C: "Paula Rego - Histórias e Segredos"


 A biblioteca do CLP/C apresenta Paula Rego- Histórias e Segredos de Nick Willing.

- Sobre o filme:

Conhecida por ser muito ciosa da sua privacidade, Paula Rego revela-se pela primeira vez neste filme, surpreendendo o seu filho, o cineasta Nick Willing, com histórias e segredos da sua vida excepcional, uma vida de luta contra o fascismo, um mundo da arte misógino e a depressão. Nascida em Portugal, um país sobre o qual o pai lhe disse que não era bom para as mulheres, Rego usou as suas imagens poderosas como uma arma contra a ditadura antes de se estabelecer em Londres, onde continuou a abordar questões sobre a situação da mulher como o direito ao aborto. Mas, acima de tudo, as suas pinturas são um vislumbre críptico sobre um mundo íntimo de tragédia pessoal, fantasias perversas e verdades constrangedoras.




Nick Willing combina um grande arquivo de filmes caseiros e fotografias de família com entrevistas que percorrem 60 anos de vida e imagens de Rego a trabalhar no seu estúdio. E o resultado é um poderoso retrato pessoal da vida e obra de uma artista cujo legado vai sobreviver ao tempo, ilustrado visualmente em pastel, carvão e tinta a óleo.


Legendado em português.


 Para conhecer mais sobre a artista: 

https://www.comunidadeculturaearte.com/paula-rego-um-dos-maiores-nomes-da-pintura-portuguesa/
https://www.publico.pt/2017/03/31/culturaipsilon/noticia/historias-que-a-minha-mae-nunca-me-contou-1766818

Novos filmes na Biblioteca do CLP/C: "Assim Assim"

A biblioteca do CLP/C apresenta a comédia Assim Assim de Sérgio Graciano

- Sobre o filme: 


 
Em 2010, Sérgio Graciano vencia a primeira edição do Shortcutz Lisboa, com a curta-metragem "Assim Assim". Esta curta foi então transposta para longa num filme que, ao seguir cinco pessoas que se cruzam numa esplanada em Lisboa, parte do pressuposto de que "as relações são complicadas porque as pessoas pensam demasiado" e porque "no fundo, já ninguém acredita no amor". Desta maneira são revistos os seus amores, desejos e decepções nas relações com todos os outros ou consigo mesmos.





 Legendado em Inglês.

 - Trailer:



Novos filmes na Biblioteca do CLP/C: "Cartas da Guerra"

A biblioteca do CLP/C apresenta a adaptação ao cinema de Ivo M. Ferreira de Cartas da Guerra do escritor português António Lobo Antunes.

-Sobre o filme: 

Ano de 1971. António (Miguel Nunes), de 28 anos, é incorporado no exército português para servir como médico numa das piores zonas da Guerra Colonial, no Leste de Angola. Longe de Maria José (Margarida Vila-Nova), a mulher amada que se viu obrigado a deixar, ele vai matando as saudades através de longas cartas que durante dois anos lhe escreve. Através delas, o espectador vai conhecendo o homem solitário por detrás do soldado, as suas angústias, desejos e esperanças. Com o passar do tempo, António apaixona-se por África e toma posições políticas…
Um filme dramático escrito e realizado por Ivo M. Ferreira ("Águas Mil", "Em Volta"), segundo um argumento seu e de Edgar Medina que se inspira em "D'Este Viver Aqui Neste Papel Descripto: Cartas da Guerra", uma compilação de cartas que António Lobo Antunes (na altura um jovem alferes destacado para Angola) escreveu à mulher. O filme esteve já presente em vários festivais internacionais, entre eles o Festival de Cinema de Berlim (Alemanha), o Festival Internacional de Cine de Cartagena de Indias (Colômbia), Macau Literary Film Festival, Hong Kong IFF, Shanghai International Film Festival (China), Thessaloniki International Film Festival (Grécia), Sydney Film Festival e Brisbane Asia Pacific Film Festival (Austrália).

 Com legendas em português.

-Trailer:

Novos livros da Biblioteca do CLP/C: "Primeiro as Senhoras"


O escritor alentejano Mário Zambujal na biblioteca do CLP/C com o livro Primeiro as Senhoras.

- Sobre o livro

Primeiro as Senhoras não é uma continuação da Crónica dos Bons Malandros, o best-seller que revelou Mário Zambujal como um autor de surpreendente originalidade e humor. Mas neste livro voltamos a encontrar um "bom malandro" com as suas aventuras, fantasias e emoções.
A história conta-se num depoimento do protagonista a um silencioso inspetor da Polícia que, tal como os leitores, página a página vai conhecendo o currículo da personagem e os passos de um golpe que o levou a passar nove dias sequestrado. Sem perder de vista o destino da viagem, o passageiro é convidado a ir-se demorando em sucessivos apeadeiros, onde não faltam motivos para uma boa gargalhada ou para um gostoso sorriso de cumplicidade. 

- Sobre o autor



 Jornalista e escritor português, nascido em 1936, trabalhou na televisão e em jornais como A Bola, Diário de Lisboa e Diário de Notícias, em especial na área do desporto. Publicou vários livros de ficção: Crónica dos Bons Malandros, em 1980, que teve grande sucesso e deu origem a uma longa-metragem de Fernando Lopes; Histórias do Fim da Rua, em 1983; À Noite Logo se Vê, em 1986 e Talismã em 2015, entre outros.

Fonte: www.wook.pt

Novos filmes na Biblioteca do CLP/C: "O Último Condenado à Morte"

A biblioteca do CLP/C apresenta o filme drámatico de caráter histórico O Último Condenado à Morte de Francisco Manso.

- Sobre o filme:


O filme percorre a história do protagonista num dos períodos mais conturbados da história portuguesa – a primeira metade do século XIX. A guerra civil, entre absolutistas e liberais e as lutas subsequentes explicam o percurso atribulado de Matos Lobo (Ivo Canelas). A família, conservadora e miguelista, sofre as consequências da derrota. Os conflitos com o pai, o seminário e o seu temperamento romântico exacerbado moldam-lhe a psique. Mas é a paixão inconclusiva pela bela Adelaide (Maria João Bastos) que despoleta a tragédia, mais ainda quando ela ostenta um comportamento liberal, ao arrepio dos costumes lusos. Manter-se-á, até ao fim, a hipótese de Matos Lobo estar inocente.

Legendado em português, françês e inglês.


-Trailer:

Novos filmes na Biblioteca do CLP/C: "O Que Há de Novo no Amor?"

 A Biblioteca do CLP/C apresenta O Que Há de Novo no Amor?, um drama romântico realizado  por Mónica Santana Baptista, Hugo Martins, Tiago Nunes, Hugo Alves, Rui Alexandre Santos e Patrícia Raposo. 

- Sobre o filme:

Seis amigos, que em comum têm uma banda de rock, enfrentam problemas distintos, cada qual debatendo-se com os dramas das suas relações amorosas, mais ou menos felizes, mais ou menos correspondidas. Rita é baixista e acabou com o Ricardo; Eduardo toca bateria e julgava ter já esquecido Maria; Samuel é um sonhador com alguma dificuldade em encarar a realidade; Inês esforça-se por merecer o amor; Marco é o guitarrista que precisa assumir a sua homossexualidade; ao João falta coragem para terminar a sua relação e, enquanto isso, dedica canções a Inês. Mas, quando chega a noite em que se juntam numa garagem, eles esquecem-se da vida e ensaiam.
Um filme em seis partes que se interligam, cada uma delas contada por um realizador. Depois de ter participado no Raindance Film Festival de Londres, na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no Festival de Cinema português de Toronto e no Festival Luso-brasileiro de Santa Maria da Feira, ganhou o prémio para melhor filme português de ficção na edição de 2011 do IndieLisboa.

 Legendado em português, françês, inglês, espanhol e russo.

- Trailer:


Novos filmes na Biblioteca do CLP/C: "É o Amor"

A biblioteca do CLP/C apresenta É o Amor de João Canijo. 

- Sobre o filme:

Caxinas, zona piscatória de Vila do Conde. A relação entre os pescadores da zona e as suas mulheres funda-se tanto na confiança como na dependência recíproca e total para a sobrevivência. A mulher confia e depende do pescador para ganhar a vida e o pescador confia e depende da mulher para zelar pela casa e pela vida familiar. Neste filme sobre o amor, Canijo acompanha um grupo de mulheres no seu dia-a-dia. É aqui que a actriz Anabela Moreira se torna uma delas. 
Um filme de João Canijo, depois do sucesso de "Ganhar a Vida" (2001), "Noite Escura" (2004), "Mal Nascida" (2007), "Fantasia Lusitana" (2010) e, mais recentemente, o multipremiado "Sangue do Meu Sangue" (2011).


Legendado em inglês.

- Trailer:



18/11/19

Novos livros na Biblioteca do CLP/C: "Perto do coração selvagem"


A biblioteca do CLP/C apresenta  Perto do coração selvagem - Clarice Lispector



SINOPSE

A Relógio d´Água publica o primeiro romance da escritora brasileira Clarice Lispector, escrito em 1944, durante a sua adolescência. Movimentando-se sempre na esfera íntima do ser humano, Clarice dá-nos a conhecer Joana, numa viagem crua pela sua realidade.


Novos livros na Biblioteca do CLP/C: "Budapeste"


A biblioteca do CLP/C apresenta Budapeste - Chico Buarque


SINOPSE

José Costa é um escritor anónimo pago para produzir artigos de jornal, discursos políticos, catas de amor, monografias e autobiografias romanceadas que outros assinam. Um dia, regressando de um congresso de escritores anónimos em Istambul, é obrigado a fazer uma escala forçada em Budapeste. Fascinado pela língua magiar, «segundo as más-línguas, a única língua que o Diabo respeita», José Costa retorna à capital húngara, passando a ser Zsoze Costa, e tornando-se amante de Kriska, a sua professora. A obsessão de dominar completamente o novo idioma leva-o a viver num tresloucado vaivém entre o Rio de Janeiro, onde vive com a sua mulher Vanda, e Budapeste, onde passa a viver com Kriska. Budapeste é a história de um escritor dividido entre duas cidades, duas mulheres, dois livros e duas línguas, uma intrigante e por vezes divertida especulação sobre identidade e autoria.

Novos livros na Biblioteca do CLP/C: "O retorno"


A biblioteca do CLP/C apresenta O retorno - Dulce Maria Cardoso


SINOPSE


Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para alunos do Ensino Secundário, como sugestão de leitura. Também recomendado para a Formação de Adultos, como sugestão de leitura.

1975, Luanda. A descolonização instiga ódios e guerras. Os brancos debandam e em poucos meses chegam a Portugal mais de meio milhão de pessoas. O processo revolucionário está no seu auge e os retornados são recebidos com desconfiança e hostilidade. Muitos nao têm para onde ir nem do que viver. Rui tem quinze anos e é um deles. 1975. Lisboa. Durante mais de um ano, Rui e a família vivem num quarto de um hotel de 5 estrelas a abarrotar de retornados — um improvável purgatório sem salvação garantida que se degrada de dia para dia. A adolescência torna-se uma espera assustada pela idade adulta: aprender o desespero e a raiva, reaprender o amor, inventar a esperança. África sempre presente mas cada vez mais longe.

Novos livros na Biblioteca do CLP/C: "What´s in a name"


A biblioteca do CLP/C apresenta  What´s in a name - Ana Luísa Amaral

SINOPSE

«What’s in a Name» - a estranheza do inglês no título expressa a ambivalência da relação, de que sempre a poesia viveu, entre a coisa (nossa, do mundo) e a sua nomeação, apontando para a multiplicidade de sentidos que há neste livro. Nele se cruzam, em cumplicidade, o quotidiano e o cósmico, o poético e o político, a comoção e a ironia, o espanto e a indignação - em suma, a palavra e a vida.

Novos livros na Biblioteca do CLP/C: "O terrorista elegante"


A biblioteca do CLP/C apresenta  O terrorista elegante - Mia Couto e José eduardo Agualusa


SINOPSE


Três novelas curtas, deliciosas e cheias de humor e suspense, de dois dos autores mais populares e reconhecidos da ficção em língua portuguesa.

Na história «O terrorista elegante» (escrita a quatro mãos sob um alpendre, em Boane, Moçambique), que dá título ao livro, um angolano é preso em Portugal por suspeita de participação em atos de terrorismo. O homem alega ser capaz de voar e conversa com um passarinho na prisão, que parece dar-lhe as orientações necessárias para que cumpra a sua missão.

«Venho aqui para matar.» É assim que o protagonista de «Chovem amores na rua do matador», a segunda história, pretende finalmente fazer as pazes com o seu passado: matando as três mulheres da sua vida.

A noite da cidade está mergulhada em caos e, enquanto o conflito se desenrola nas ruas escuras, um estranho mascarado procura alguém para matar. Em «A caixa preta» (tal como a anterior, a terceira história foi escrita em lugares diferentes, trocando mensagens, um autor acrescentando o texto do outro), gerações da mesma família são obrigadas a enfrentar os seus segredos mais bem guardados.

As três novelas que constituem este livro têm por base peças de teatro escritas em conjunto pelos autores e encomendadas pelos grupos de teatro A Barraca, de Lisboa, e Trigo Limpo - Teatro ACERT, de Tondela. Porém, depois de conversas informais na bela e histórica cidade de Paraty, no Brasil, essas peças foram reescritas pelos autores sob a forma de contos.

Dois dos maiores autores de língua portuguesa juntam-se para proveito e alegria dos seus leitores.

Novos livros na Biblioteca do CLP/C: "Autobiografia"


A biblioteca do CLP/C apresenta  Autobiografia - José Luís Peixoto




SINOPSE

Na Lisboa de finais dos anos noventa, um jovem escritor em crise vê o seu caminho cruzar-se com o de um grande escritor. Dessa relação, nasce uma história que mescla realidade e ficção, um jogo de espelhos que coloca em evidência alguns dos desafios maiores da literatura.

A ousadia de transformar José Saramago em personagem e de chamar Autobiografia a um romance é apenas o começo de uma surpreendente proposta narrativa que, a partir de certo ponto, não se imagina como poderá terminar. José Luís Peixoto explora novos temas e cenários e, ao mesmo tempo, aprofunda obsessões, numa obra marcante, uma referência futura.