Bem-vindo ao blogue do Centro de Língua Portuguesa do Camões, IP na Universidade da Extremadura /Cáceres

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13/02/18

Novos livros na Biblioteca do CLP/C: "O Caminho Imperfeito"

A biblioteca do CLP/C apresenta O Caminho Imperfeito, de José Luís Peixoto.

- Sobre o livro:


Entre Banguecoque e Las Vegas, José Luís Peixoto regressa à não-ficção com um livro surpreendente, repleto de camadas, de relações imprevistas, transitando do relato mais íntimo às descrições mais remotas e exuberantes. O Caminho Imperfeito é, em si próprio, a longa viagem a uma Tailândia para lá dos lugares-comuns do turismo, explorando aspetos menos conhecidos da sua cultura, sociedade, história, religiosidade, entre muitos outros.

A sinistra descoberta de várias encomendas contendo partes de corpo humano numa estação de correios de Banguecoque fará que, com consequências imprevisíveis, a deambulação se transforme em demanda. Todos os episódios dessa excêntrica investigação formam O Caminho Imperfeito e, ao mesmo tempo, constituem uma busca pelo sentido das próprias viagens, da escrita e da vida. 
 

- Sobre o autor:


José Luís Peixoto nasceu em Galveias, em 1974.

É um dos autores de maior destaque da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra ficcional e poética figura em dezenas de antologias, traduzidas num vasto número de idiomas, e é estudada em diversas universidades nacionais e estrangeiras.

Em 2001, acompanhando um imenso reconhecimento da crítica e do público, foi atribuído o Prémio Literário José Saramago ao romance Nenhum Olhar. Em 2007, Cemitério de Pianos recebeu o Prémio Cálamo Otra Mirada, destinado ao melhor romance estrangeiro publicado em Espanha. Com Livro, venceu o prémio Libro d'Europa, atribuído em Itália ao melhor romance europeu publicado no ano anterior, e em 2016 recebeu, no Brasil, o Prémio Oeanos com Galveias. As suas obras foram ainda finalistas de prémios internacionais como o Femina (França), Impac Dublin (Irlanda) ou o Portugal Telecom (Brasil). Na poesia, o livro Gaveta de Papéis recebeu o Prémio Daniel Faria e A Criança em Ruínas recebeu o Prémio da Sociedade Portuguesa de Autores. Em 2012, publicou Dentro do Segredo, Uma viagem na Coreia do Norte, a sua primeira incursão na literatura de viagens. Os seus romances estão traduzidos em mais de vinte idiomas. 

Na biblioteca do CLP/C existem outros livros deste autor


Abraço 


A infância, o Alentejo, o amor, a escrita, a leitura, as viagens, as tatuagens, a vida. Através de uma imensa diversidade de temas e registos, José Luís Peixoto escreve sobre si próprio com invulgar desassombro. Esse intimismo, rente à pele, nunca se esquece do leitor, abraçando-o, levando-o por um caminho que passa pela ternura mais pungente, pelo sorriso franco e por aquela sabedoria que se alcança com o tempo e a reflexão. Este é um livro de milagre e de lucidez. Para muitos, a confirmação. Para outros, o acesso ao mundo de um dos autores portugueses mais marcantes das últimas décadas.


 Dentro do segredo

Desde o interior da ditadura mais repressiva do mundo, desde um país coberto por absoluto isolamento, Dentro do Segredo. Em abril de 2012, José Luís Peixoto foi um espectador privilegiado nas exuberantes comemorações do centenário do nascimento de Kim Il-sung, em Pyongyang, na Coreia do Norte.

Também nessa ocasião, participou na viagem mais extensa e longa que o governo norte-coreano autorizou nos últimos anos, tendo passado por todos os pontos simbólicos do país e do regime, mas também por algumas cidades e lugares que não recebiam visitantes estrangeiros há mais de sessenta anos.

A surpreendente estreia de José Luís Peixoto na literatura de viagens leva-nos através de um olhar inédito e fascinante ao quotidiano da sociedade mais fechada do mundo. Repleto de episódios memoráveis, num tom pessoal que chega a transcender o próprio género, Dentro do Segredo é um relato sobre o outro que, ao mesmo tempo, inevitavelmente, revela muito sobre nós próprios.

Morreste-me 

 


Morreste-me, texto que deu a conhecer o jovem escritor José Luís Peixoto, é uma obra intensa, avassaladora e comovente: é o relato da morte do pai, o relato do luto, e ao mesmo tempo uma homenagem, uma memória redentora.
Um livro de culto há muito tempo indisponível no mercado português.




Nenhum olhar

Numa aldeia do Alentejo, com um pano de fundo de uma severa pobreza, o autor vai tecendo histórias de homens e mulheres, endurecidos pela fome e pelo trabalho, de amor, ciúme e violência: o pastor taciturno que vê o seu mundo desmoronar-se quando o diabo lhe conta que a mulher o engana; o velho e sábio Gabriel, confidente e conselheiro; os gémeos siameses Elias e Moisés, cuja terna comunhão se degrada no momento em que um deles se apaixona; ou o próprio Diabo. As suas personagens são universais, assim como a sua esperança face à dificuldade. «... a partir da segunda ou terceira sequência ficamos seguros de que a inclinação é fatal: vamos embater num limite, num muro, num enigma, na origem do mundo e no desastre final...» 

Uma casa na escuridão

«Então, fechei os olhos com força e fixei-me no que via. Esta era uma das coisas que fazia desde pequeno, que tinha descoberto por acaso e que imaginava ser eu a única pessoa a fazer no mundo. Fechava os olhos e via. Via o que se vê com os olhos fechados (...) Isto é o que se vê quando fechados os olhos e continuamos a ver: a cor negra e os pequenos seres de luz que a habitam. E não se consegue olhar fixamente nem para o negro nem para a luz. Os pontos ou as linhas ou as figuras de luz fogem da atenção. O negro é tão absoluto, tão profundo, tão infinito que o olhar avança por ele sem encontrar um lugar onde possa deter-se. Mas, naquela noite, comecei a distinguir algo dentro desse negro.»


Livro  

Este livro elege como cenário a extraordinária saga da emigração portuguesa para França, contada através de uma galeria de personagens inesquecíveis e da escrita luminosa de José Luís Peixoto. Entre uma vila do interior de Portugal e Paris, entre a cultura popular e as mais altas referências da literatura universal, revelam-se os sinais de um passado que levou milhares de portugueses à procura de melhores condições e de um futuro com dupla nacionalidade. Avassalador e marcante, Livro expõe a poderosa magnitude do sonho e a crueza, irónica, terna ou grotesca, da realidade. Através de histórias de vida, encontros e despedidas, os leitores de Livro são conduzidos a um final desconcertante onde se ultrapassam fronteiras da literatura. Livro confirma José Luís Peixoto como um dos principais romancistas portugueses contemporâneos e, também, como um autor de crescente importância no panorama literário internacional. 


Galveias  

 Galveias está entre os grandes romances alguma vez escritos sobre a ruralidade portuguesa.
O universo toca uma pequena vila com um mistério imenso. Esse é o ponto de acesso ao elenco de personagens que compõe este romance e que, capítulo a capítulo, ergue um mundo.

Como uma condensação de portugalidade, Galveias é um retrato de vida, imagem despudorada de uma realidade que atravessa o país e que, em grande medida, contribui para traçar-lhe a sua identidade mais profunda.



Fonte: www.wook.pt

Novos livros na Biblioteca do CLP/C: "Moyambe"

A Biblioteca do CLP/C tem o prazer de apresentar o romance "Moyambe", do escritor angolano Pepetela

Sobre o livro: 

"Mayombe começa com um comunicado de guerra. Eu escrevi o comunicado e...o comunicado pareceu-me muito frio, coisa para jornalista, e eu continuei o comunicado de guerra para mim, assim nasceu o livro." - Pepetela



Escrito no período em que Pepetela participou na guerra pela libertação do seu país, Mayombe é uma narrativa que mergulha fundo na organização dos combatentes do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), trazendo à tona as suas dúvidas, contradições, medos e convicções. Os bravos guerrilheiros que lutam no interior da densa floresta tropical confrontam-se não só com as tropas portuguesas, mas também com as diferenças culturais e sociais que procuram superar em direcção a uma Angola unificada e livre.








Sobre o autor:

Pepetela (Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos) nasceu em Benguela, Angola, em 1941. Frequentou o Ensino Superior em Lisboa mas acabou por licenciar-se em Sociologia, em Argel, durante o exílio. Iniciou a sua actividade literária e política na Casa dos Estudantes do Império. Como membro do MPLA, participou activamente na governação de Angola, após o 25 de Abril.
A partir de 1984, foi professor na Universidade Agostinho Neto, em Luanda, e tem sido dirigente de associações culturais, com destaque para a União de Escritores Angolanos e a Associação Cultural Recreativa Chá de Caxinde.
A atribuição do Prémio Camões (1997) confirmou o seu lugar de destaque na literatura lusófona. 

 Na biblioteca do CLP/C existem outros livros deste autor: 




 "Jaime Bunda, Agente Secreto"

"A moça se despediu da amiga e avançou para a avenida. Ainda conservava nos lábios o sorriso da despedida, quando parou bruscamente, assustada com o automóvel preto. O carro também estacou de súbito. O condutor viu o sorriso desaparecer dos lábios dela. Mediu num relance o tamanho dos seios pontudos, querendo furar o vestido muito curto. Esperou gentilmente que se refizesse do susto e continuasse a travessia. Ela hesitou, mas depois agradeceu com um vago sorriso para os vidros escuros e correu à frente do carro, mostrando o corpo meio de menina meio de mulher, moldado pelo vestido justo. Uma gazela, uma cabra de rabo de leque, pensou o motorista, sentindo compulsivos apetites de caçador. Arrancou com o carro e seguiu até ao fundo da Ilha."

                                                                          "Jaime Bunda e a Morte do Americano"
"Então não havia o Afeganistão, a Somália, o Irão ou a Colômbia, países ideais para um americano morrer de morte matada, sem levantar muitas comoções nem pasmos, pois eram territórios já habituados a serem tratados de promotores e antros de horripilantes anti americanismos ? Aí tanto fazia, mais um menos um, não provocava qualquer crise mundial. Porque iria logo escolher a pacífica Benguela, onde, de memória de gente, nunca nenhum americano tinha morrido, nem mesmo quando os ianques andaram a apoiar, abertamente ou de caxexe, os famigerados terroristas, linguagem oficial de um dos lados, lídimos e heróicos defensores da democracia no dizer do outro lado? Mas foi isso que aconteceu, o engenheiro gringo bateu subitamente a caçoleta na pachorrenta cidade das acácias rubras, para grande tristeza e preocupação dos governantes, locais e nacionais, e perante a indiferença da maioria da população, ocupada na legítima e cada vez mais problemática azáfama de sobreviver."



"Yaka"

 «A saga do dia-a-dia de um país atrasado se transformando em nação, de angolanos pretos e brancos começando a construir aquela formosa e doce terra de Angola, ciosa de suas línguas nacionais, disposta a todos os sacrifícios para chegar ao futuro conservando suas múltiplas vozes e guarda em si a água viva dos afluentes.» António Callado.










Fonte: www.wook.pt 

06/02/18

Conferência «Desenvolvimiento socio-económico de Portugal durante la Primera Guerra Mundial. La difícil situación en la zona fronteriza»

 
 
 
No âmbito da exposição Portugal e a Grande Guerra Contextos e Protagonistas (1914-1918), organizada pelo Centro de Língua Portuguesa/Camões IP em Cáceres, em colaboração com o Museo de Cáceres e com a Diputación de Cáceres, terá lugar, no próximo dia 15 de fevereiro, às 19h30, no Museo de Cáceres, a conferência “Desenvolvimiento socio-económico de Portugal durante la Primera Guerra Mundial. La difícil situación en la zona fronteriza “, da responsabilidade do Prof. Doutor Moisés Cayetano Rosado. 
A conferência será antecedida pela exibição do documentário “Portugueses nas trincheiras, realizado por Sofia Leite e António Louçã.

Novos filmes na biblioteca do CLP/C: "Entre os Dedos"

A biblioteca do CLP/C apresenta o drama português Entre os Dedos de Tiago Guedes e Federico Sena.

 - Sobre o filme:

Após uma derrocada numa obra, Paulo (Filipe Duarte) perde o emprego porque denunciou a situação. A sua relação com a mulher (Isabel Abreu) vai deteriorando-se dia após dia. Anabela, a irmã de Paulo, vive com o pai de ambos, que sofre síndrome do ultramar. Bela (Lavínia Moreira) é enfermeira e o único conforto de um doente terminal.

Famílias grandes noutros tempos e que agora se limitam a sobreviver dentro do destino que lhes coube. Uns resistem e esbracejam, lutam e não se conformam, outros deixam cair os braços e desistem. 

Com legendas em português.

Trailer: 



01/02/18

Novos livros na Biblioteca do CLP/C: "Caderno de Memórias Coloniais" e "A Gorda"

A biblioteca do CLP/C apresenta dois novos livros: Caderno de Memórias Coloniais e A Gorda da escritora Isabela Figueiredo. 

 Caderno de Memórias de Coloniais

- Sobre o livro:

«O Caderno de Memórias Coloniais relata a história de uma menina a caminho da adolescência, que viveu essa fase da vida no período tumultuoso do final do Império colonial português.
O cenário é a cidade de Lourenço Marques, hoje Maputo, espaço no qual se movem as duas personagens em luta: pai e filha.» 

Isabela Figueiredo, in «Palavras prévias»

 
 «Nenhum livro restitui, melhor do que este, a verdade nua e brutal do colonialismo português em Moçambique. Até porque, como a autora refere, ele aparece envolvido pelo mito da sua mansuetude - sobretudo quando comparado, como era sempre, com o apartheid sul-africano. Mito tão interiorizado pelos próprios colonos que através dele, como por uma lente, percepcionavam a realidade de que constituíam um elemento decisivo - como considerar-se a si mesmos violentos e prepotentes no tratamento que davam aos negros?


A verdade escondia-se sob a boa consciência necessária à regularidade quotidiana da vida «paradisíaca» dos brancos. Para a desenterrar era preciso ir procurá-la nas sensações infinitamente vibráteis e virgens de uma menina, filha de colonos, que vivia à flor da pele o sentido mais profundo de tudo o que acontecia.»

José Gil, in «Sobre Caderno de Memórias Coloniais» 


A Gorda

- Sobre o livro:

Maria Luísa, a heroína deste romance, é uma bela rapariga, inteligente, boa aluna, voluntariosa e com uma forte personalidade. Mas é gorda. E isto, esta característica física, incomoda-a de tal modo que coloca tudo o resto em causa. Na adolescência sofre, e aguenta em silêncio, as piadas e os insultos dos colegas, fica esquecida, ao lado da mais feia das suas colegas, no baile dos finalistas do colégio. Mas não desiste, não se verga, e vai em frente, gorda, à procura de uma vida que valha a pena viver.



 - Sobre a escritora:

Isabela Figueiredo nasceu em Lourenço Marques, Moçambique, hoje Maputo, em 1963. Após a independência de Moçambique, em 1975, rumou a Portugal, incorporando o contingente de retornados. Foi jornalista no Diário de Notícias e é professora de Português. Estudou Línguas e Literaturas Lusófonas, Sociologia das Religiões e Questões de Género. Publicou os seus primeiros textos no extinto suplemento DN Jovem, do Diário de Notícias, em 1983.

É autora de Conto É Como Quem Diz (Odivelas: Europress, 1988), novela que recebeu o primeiro prémio da Mostra Portuguesa de Artes e Ideias, em 1988, e de Caderno de Memórias Coloniais, cuja primeira edição data de 2009. Escreve regularmente no blogue Novo Mundo. Desenvolve workshops de escrita criativa e participa em seminários e conferências sobre as suas principais áreas de interesse: estratégias de poder, de exclusão/inclusão, colonialismo dos territórios, géneros, corpo, culturas e espécies.

Fonte: www.wook.pt

EXAMES DE PORTUGUÊS LÍNGUA ESTRANGEIRA EM CÁCERES - CAPLE - MAIO 2018

 

ÉPOCA DE MAIO 2018  

 

O Centro de Língua Portuguesa do Camões,IP, em Cáceres, que é o Centro de Exames Oficial CAPLE em Cáceres, informa que as inscrições para a realização, em Cáceres, dos exames de avaliação de Português Língua Estrangeira na época de maio de 2018 estão abertas até dia 27 de abril e são limitadas.


As inscrições são realizadas exclusivamente on-line através da plataforma do CAPLE disponível em http://caple.letras.ulisboa.pt/pages/view/17 .
 
Após a inscrição, o candidato receberá uma mensagem eletrónica com os procedimentos para realizar o pagamento.



Atenção: o pagamento é feito unicamente através de transferência bancária para a conta que receber na mensagem eletrónica.

A sua inscrição só será validada depois de ter sido realizado o pagamento e rececionado o respetivo comprovativo original pelo Centro de Língua Portuguesa/ Camões na UEx.

  
Para obter mais informações sobre cada exame pode consultar:


https://clpcaceres.wixsite.com/caplecaceres

 http://caple.letras.ulisboa.pt/ 

 
As datas para a época de maio são:

  • CIPLE (A2): 29/05/2018
  • DEPLE (B1): 30/05/2018
  • DIPLE (B2): 30/05/2018
  • DAPLE (C1): 29/05/2018
  • DUPLE (C2): 28/05/2018 

 

22/01/18

Oferta formativa a distância CVC - 2.º Semestre 2017/18

  
Aberto o período de candidaturas aos cursos a distância do Centro Virtual Camões (2.º Semestre 2017/18)




Encontra-se a decorrer, até 4 de fevereiro (inclusive), o período de candidaturas aos cursos a distância do Centro Virtual Camões para o 2.º semestre 2017/18.
O Camões, I.P. disponibiliza uma oferta na área de ensino a distância em diferentes áreas do saber, com recurso à utilização de uma plataforma tecnológica em contexto web, possibilitando a aprendizagem da língua portuguesa em qualquer parte do mundo.

Todas as informações relativas aos cursos disponibilizados podem ser consultadas no endereço: http://www.instituto-camoes.pt/index.php/?option=com_content&view=article&id=19010


 

16/01/18

II CICLE: RELAÇÕES HISPANO-LUSAS NA LITERATURA

II Congresso Internacional de Investigação e Crítica sobre Literatura Espanhola. 

 

 

A Universidade da Extremadura organiza nos dias 17 e 18 de janeiro o II Congresso Internacional de Investigação e Crítica sobre Literatura Espanhola: "Relações Hispano-Portuguesas na Literatura".

 

 

 


09/01/18

Apresentação do documentário "Portugueses nas Trincheiras"



No âmbito da exposição “Portugal e a Primeira Guerra Mundial: Contextos e Protagonistas”, apresentamos o documentário “Portugueses nas Trincheiras", realizado por Sofia Leite e António Louçã, que evoca a participação portuguesa na Primeira Guerra Mundial através de testemunhos de familiares dos combatentes, fotografias e documentos.






20/12/17

Feliz Natal e Próspero Ano Novo!


Caros usuários e amigos do CLP/C em Cáceres,

Informamos que o CLP/C está encerrado ao público a partir de dia 22 de dezembro até dia 8 de janeiro, por motivo de férias de Natal.

Desejamos a todos Boas Festas!

A equipa do CLP/C em Cáceres.

O Cavalinho de Pau do Menino Jesus


Quando soube que o Menino Jesus tinha nascido, o Pai Natal ficou contentíssimo. Vestiu-se a correr, carregou e trenó com presentes e chamou as renas:

"Dasher, Dancer, Dunder... Venham depressa!"  

Quando a Mãe Natal, que fora fazer compras, chegou a casa, o Pai Natal já tinha atrelado as renas e estava pronto para partir. 

"Onde vais?", perguntou, surpreendida, a Mãe Natal. "Ainda nem almoçaste..."

"Vou a Belém. Nasceu o Menino Jesus. é Natal!"

A Mãe Natal aproximou-se do trenó carregado até cima de presentes, pegou num grande embrulho e, abanado com a cabeça, virou-se para o Pai Natal: 

"Um computador?! Não vês que os computadores ainda não foram inventados?..."

O Pai Natal desceu do trenó, embaraçado: 

"Tens razão... Não me lembrei.." 

"É muito distraído!", disse a Mãe Natal. E, dirigindo-se de novo ao trenó: 

"É melhor eu verificar os outros presentes..." 

Com a alegria do nascimento do Menino Jesus e com a vontade que tinha de o fazer feliz, o Pai Natal tinha carregado o trenó com os melhores presentes que encontrou: jogos de computador, um carro de bombeiros com telecomando, um comboio eléctrico, uma bicicleta... 

"Que distraído, que distraído!", dizia a Mãe Natal enquanto ia tirando os presentes do trenó e os entregava aos elfos para que os guardassem novamente. 

O Pai Natal estava muito envergonhado. Além disso, como a Mãe Natal continuava a tirar presentes do trenó e a dizer "Que distraído! Que distraído", começava a impacientar-se: 

"Depressa, senão perco a Estrela de Belém e não encontro o caminho!"

Finalmente a Mãe Natal descarregou o trenó. Depois foi buscar um belíssimo cavalinho de pau castanho e dourado, com arreios vermelhos: 

Leva o cavalinho. Não há rapaz que não goste de um cavalinho de pau..." De repente hesitou, voltando-se de novo para o Pai Natal: 



"Tens a certeza de que não é uma Menina Jesus...?" 

"Absoluta!", disse o Pai Natal, já outra vez em cima do trenó. 

Deu um beijo à Mãe Natal e gritou para as renas: 

"Vamos, Dasher!, vamos Dancer!, vamos Prancer e Vixen! Força, Cometa!, força Cupido!, força Dunder e Blixem! Ohhooooo! Ohhooooo!..."

O trenó levantou voo céu fora, a caminho de Belém. A Mãe Natal ficou a acenar até ele desaparecer no horizonte. Depois pegou nos sacos das compras e entrou finalmente em casa. 

Do Pólo Norte a Belém é uma longa viagem. Ainda por cima, Vixen estava muito constipada e tossiu e espirrou todo o caminho, tendo sido preciso parar várias vezes para ela tomar os remédios. Por isso, quando o Pai Natal chegou ao estábulo onde nascera o Menino Jesus e estacionou o trenó, já os camelos dos Reis Magos lá estavam, amarrados a grandes argolas. 


 "Que pena", pensou o Pai Natal. "Os Reis Magos chegaram primeiro que eu..."

Desceu do trenó, pegou no cavalinho de pau e dirigiu-se para a porta do estábulo. Mas, à porta, os seguranças dos Reis Magos barraram-lhe a entrada: 
"Não se pode entrar!", disseram-lhe os guardas. 

"Mas...", disse o Pai Natal. "Trago um presente de Natal para o Menino Jesus...!

"Seja o que for! Não pode entrar ninguém", repetiram os guardas, virando as costas. 

O Pai Natal ficou desolado. Viera de tão longe, com um presente tão bonito! Olhou em volta e teve, então, uma ideia. Dunder era muito alta e, com a sua ajuda e com a de Blixem, subiu ao telhado do estábulo e meteu-se pela chaminé. 

Não foi fácil porque o Pai Natal já não era um jovem  e porque o cavalinho de pau era grande de mais. Mas, ao cabo de várias tentativas, o Pai Natal conseguiu por fim descer pela chaminé e, pé ante pé, sem ninguém o ver, pôs o cavalinho no sapatinho do Menino Jesus.
Quando viu o presente, o Menino Jesus ficou felicíssimo. Um cavalinho de pau! Desinteressou-se imediatamente do ouro, do incenso e da mirra que lhe tinham trazido os Reis Magos.


Estes ficaram um pouco decepcionados. E, quando o Menino Jesus adormeceu na manjedoura, Nossa Senhora  procurou desculpá-lo: 

"Não façam caso, é uma criança...", disse ela aos Reis Magos. 

"Nós compreendemos, nós compreendemos", disseram Gaspar, Baltazar e Belchior. Mas, lá no fundo, achavam que um Deus, mesmo sendo apenas um menino, deveria apreciar prendas tão valiosas como as suas.

"Afinal é o Rei dos Reis...", comentaram uns com os outros, já de regresso aos seus reinos. "Onde é que já se viu um Rei ficar tão feliz com um cavalinho de pau?" 



O Menino Jesus nunca mais se separou do cavalinho castanho de crina dourada. Pôs-lhe o nome de "Galope" e adormecia todas as noites abraçado a ele. E, quando a família fugiu para o Egipto, foi a única coisa que quis levar consigo, apesar de os pais terem insistido para que pensasse no seu futuro e levasse ouro. 





No Egipto, longe de casa, sem amigos para brincar, "Galope" foi sempre o melhor companheiro do Menino Jesus. E, muitos anos depois, quando morreu na cruz e subiu ao Céu, a sua última lembrança foi o seu cavalinho de pau de crina dourada.



Uma história inédita de Manuel António Pina, com ilustrações de Danuta Wojciechowska, publicada pelo Jornal Expresso (n.º1675).


Os incitamentos do Pai Natal às renas são versos do poema infantil "An Account of Visit from St. Nicholas", de Clement Clarke Moore, que terá dado origem à lenda de Santa Claus.





13/12/17

Exposição "Portugal e a Grande Guerra: Contextos e Protagonistas"

A exposição "Portugal e a Grande Guerra: Contextos e Protagonistas", organizada pelo Centro de Língua Portuguesa/ Camões, IP na Universidade de Extremadura, foi inaugurada ontem pelo Concejal de Empleo, Recursos Humanos y Régimen Interior do Ayuntamiento de Cáceres, Domingo Expósito, pelo Diretor do Museu de Cáceres, Juan Valades Sierra, pela responsável do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres, Raquel Gafanha, e pela jornalista e realizadora do documentário "Portugueses nas Trincheiras", Sofia Leite.

A exposição está patente no Museo de Cáceres até dia 25 de fevereiro.


Agradeçemos a presença de todos.