Bem-vindo ao blogue do Centro de Língua Portuguesa do Camões, IP na Universidade da Extremadura /Cáceres

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24/06/10

Badasom – Fado e Flamenco em Badajoz


Está quase a chegar o festival Badasom, em Badajoz, que junta Fado e Flamenco. A programação de Fado é a seguinte:

7 de Julho: grupo “Somos Fado” (Teatro López de Ayala)

8 de Julho: Grande Noite de Fados “Homenagem a Amália Rodrigues”, com Carminho, Paulo de Carvalho e Ricardo Ribeiro (Auditorio Ricardo Carapeto)

9 de Julho: Nono Garcia Quintet

21/06/10

"Cuenta que te cuento"


A Biblioteca Municipal de Cáceres "Palacio de la Isla" organiza no dia 23 de Junho um conta-contos com o poeta e animador de leitura Federico Martín Nebras: "Cuenta que te cuento".

10:30h e 11:45h - Crianças
23:00h - Adultos

www.bibliotecaspublicas.es/bpmcaceres

18/06/10

JOSÉ SARAMAGO


Morreu hoje, dia 18 de Junho, José Saramago. De acordo com a página da Fundação Saramago (www.josesaramago.org), o escritor “faleceu às 12.30 horas na sua residência de Lanzarote, aos 87 anos de idade, em consequência de uma múltipla falha orgânica, após uma prolongada doença. O escritor morreu estando acompanhado pela sua família, despedindo-se de uma forma serena e tranquila.”


Momentos
Há momentos assim na vida: descobre-se inesperadamente que a perfeição existe, que é também ela uma pequena esfera que viaja no tempo, vazia, transparente, luminosa, e que às vezes (raras vezes) vem na nossa direcção, rodeia-nos por breves instantes e continua para outras paragens e outras gentes.

In Manual de Pintura e Caligrafia, Ed. Caminho, 6.ª ed., p. 291
(Selecção de Diego Mesa)
(Retirado de http://caderno.josesaramago.org/2010/06/04/momentos/)

15/06/10

Ateneu de Cáceres: Exposição de Fotógrafo Português


O Ateneu de Cáceres organiza uma exposição de fotografia de Gonçalo Cunha de Sá (www.goncalocunhadesa.com), intitulada “Mon Oncle”. A inauguração será no dia 16 de Junho, às 21:00 horas, e a exposição estará patente até ao dia 30 de Junho.

Ateneu de Cáceres
C/ San Petersburgo, 14, 10.005 Cáceres
www.ateneodecaceres.es

"Mon Oncle"
Exposição de fotografia analógica. Impressão em tela, 100x70 cm.
"O Titó iniciou-me na Fotografia quando me presenteou com a minha primeira máquina fotográfica, aos 8 anos de idade. Mais tarde iniciou-me na maestria da luz e técnicas de laboratório a preto e branco. Ensinou-me que o fotógrafo é o pintor da luz. Como pintor deixou um traço único em quadros que falam, bem marcado pela sua grande sensibilidade e personalidade fantástica."

10/06/10

10 de Junho: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas



Celebra-se hoje em Portugal e junto de todos os portugueses espalhados pelo mundo o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Esta data assinala o falecimento de Luís de Camões, em 1580 (é desconhecida a data em que nasceu). Seguem algumas informações sobre o poeta, retiradas do Centro Virtual Camões:

Considerado o poeta da nacionalidade, através da epopeia moderna Os Lusíadas, Luís Vaz de Camões teve uma existência atribulada, atendendo ao pouco que dela se conhece. Estudou em Coimbra, esteve em Ceuta e lutou na Índia, tendo entretanto perdido um olho, e, após o seu regresso a Lisboa, frequenta o Paço, mas vive com dificuldades, de uma pensão régia exígua, não vendo reconhecido o seu mérito.
Nascido em 1525, morre em 1580, após o que a sua reputação como grande poeta se firma e não cessa de aumentar, sobretudo depois da perda da independência, cujo sentimento a sua epopeia intensifica.

Cultivou também o teatro, mas afirma-se sobretudo na poesia lírica (Rimas), com grande variedade de géneros: sonetos, canções, éclogas, redondilhas, etc.
É o grande poeta do maneirismo português, pela filiação na tradição clássica à maneira renascentista, mas sensível ao conhecimento pela experiência que a época e as viagens lhe permitem.

A sua obra é enriquecida por uma vivência sensível do sentimento e do saber, modulada na imitação dos antigos mas permeável às marcas contemporâneas de uma existência em mutação. Por isso ela se caracteriza por uma enorme complexidade, na qual sobressai a vivência aguda de tensões que comunicam ao seu lirismo uma agudeza simultaneamente experiencial e literária.

Busque Amor novas artes, novo engenho
para matar-me, e novas esquivanças;
que não pode tirar-me as esperanças,
que mal me tirará o que não tenho.

Olhai de que esperanças me mantenho
Vede que perigosas seguranças!
Que não temo contrastes, nem mudanças,
andando em bravo mar, perdido o lenho.

Mas, conquanto não pode haver desgosto
onde esperança falta, lá me esconde
Amor um mal que mata e não se vê.

Que dias há que na alma me tem posto
um não sei quê, que nasce não sei onde,
vem não sei como e dói não sei porquê.


Luís de Camões

08/06/10

HORÁRIO DO CLP/IC


Desde ontem, dia 7 de Junho, que o CLP/IC retomou o horário habitual. Visite-nos de segunda a sexta-feira, das 9:00 às 13:00 horas.

02/06/10

ÉPOCA DE JULHO - Exames de Avaliação de Português Língua Estrangeira



Até ao dia 18 de Junho, estão abertas as inscrições para a realização dos exames de avaliação de Português Língua Estrangeira.

Consulte a Convocatória e imprima a Ficha de Inscrição na página da UEx em: http://www.unex.es/unex/secretariados/sri/noticias/DPLE%20Convocatoria%202010.

Obtenha mais informações sobre cada exame na página do CAPLE (Centro de Avaliação do Português Língua Estrangeira) em:
http://www.fl.ul.pt/unidades/centros/caple/principal.htm.

Quinzena Gastronómica do Bacalhau


CASTELO DE VIDE E MARVÃO PROMOVEM “QUINZENA DO BACALHAU” DE 5 A 20 DE JUNHO

Os Municípios de Marvão e Castelo de Vide vão promover a “Quinzena Gastronómica do Bacalhau”, de 5 a 20 de Junho.

Pela primeira vez numa iniciativa conjunta, os dois concelhos vão oferecer durante duas semanas os melhores pratos de bacalhau da região, através de um total de 27 restaurantes (15 no concelho de Marvão e 12 no concelho de Castelo de Vide).

Desde o famoso Bacalhau Dourado até à Açorda Alentejana com Bacalhau, passando pelo Bacalhau à Lagareiro ou pelo Bacalhau com Nozes, o público terá à disposição um rol de mais de 50 pratos diferentes.

Para marcar o início da “Quinzena Gastronómica do Bacalhau”, no dia 5 de Junho haverá um Almoço-Convívio de Degustação no Edifício da Fronteira de Galegos / Marvão, pelas 13h00.

Um evento através do qual os municípios promotores pretendem fazer uma verdadeira festa do bacalhau, onde não faltará animação, música e boa-disposição.

Mais informações em: www.cm-marvao.pt e www.cm-castelo-vide.pt.

01/06/10

Emprego em Portugal


A página da Câmara Municipal de Cáceres tem uma nova secção dedicada ao emprego em Portugal:
http://empleo.ayto-caceres.es/empleo/documentos/listado/660

29/05/10

Escola de Verão da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL


A Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa realiza, nos próximos meses de Julho e Setembro, e a partir dos seus vários Departamentos e Centros de Investigação, a quarta edição da sua Escola de Verão, a qual consiste num conjunto de cursos intensivos e de curta duração oferecidos por todas as suas áreas.

Obtenha mais informações em: http://verao.fcsh.unl.pt/.

28/05/10

Curso de Actualização para Professores de Português como Língua Estrangeira


A Universidade do Porto irá realizar um Curso de Actualização para Professores de Português como Língua Estrangeira (30 horas). As candidaturas são até 2 de Julho, e as aulas terão lugar entre os dias 19 e 23 de Julho.

Mais informações em:
http://sigarra.up.pt/flup/cursos_geral.FormView?P_CUR_SIGLA=FCAPP.

27/05/10

Exposição "Navegar é Preciso"

A Escola de Música Enclave e Pablo Pámpano Vaca organizam a exposição “Navegar é Preciso”, que tem como base um texto de Fernando Pessoa. A exposição será inaugurada no próximo dia 2 de Junho, às 20:00horas, na mesma Escola, onde ficará até ao dia 20 de Junho.

O catálogo da exposição está disponível em:
http://issuu.com/pablo_debirli/docs/lisboa?mode=embed&layout=http%3A%2F%2Fskin.issuu.com%2Fv%2Fdark%2Flayout.xml&showFlipBtn=true

04/05/10

5 DE MAIO - DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA E DA CULTURA DA CPLP

Perguntas à Língua Portuguesa
(Mia Couto)

Venho brincar aqui no Português, a língua. Não aquela que outros embandeiram. Mas a língua nossa, essa que dá gosto a gente namorar e que nos faz a nós, moçambicanos, ficarmos mais Moçambique. Que outros pretendam cavalgar o assunto para fins de cadeira e poleiro pouco me acarreta.
A língua que eu quero é essa que perde função e se torna carícia. O que me apronta é o simples gosto da palavra, o mesmo que a asa sente aquando o voo. Meu desejo é desalisar a linguagem, colocando nela as quantas dimensões da Vida. E quantas são? Se a Vida tem, é idimensões? Assim, embarco nesse gozo de ver como a escrita e o mundo mutuamente se desobedecem.
Meu anjo da guarda, felizmente, nunca me guardou.
Uns nos acalentam: que nós estamos a sustentar maiores territórios da lusofonia. Nós estamos simplesmente ocupados a sermos. Outros nos acusam: nós estamos a desgastar a língua. Nos falta domínio, carecemos de técnica.
Ora qual é a nossa elegância? Nenhuma, excepto a de irmos ajeitando o pé a um novo chão. Ou estaremos convidando o chão ao molde do pé? Questões que dariam para muita conferência, papelosas comunicações. Mas nós, aqui na mais meridional esquina do Sul, estamos exercendo é a ciência de sobreviver. Nós estamos deitando molho sobre pouca farinha a ver se o milagre dos pães se repete na periferia do mundo, neste sulburbio.
No enquanto, defendemos o direito de não saber, o gosto de saborear ignorâncias. Entretanto, vamos criando uma língua apta para o futuro, veloz como a palmeira, que dança todas as brisas sem deslocar seu chão. Língua artesanal, plástica, fugidia a gramáticas.
Esta obra de reinvenção não é operação exclusiva dos escritores e linguistas. Recriamos a língua na medida em que somos capazes de produzir um pensamento novo, um pensamento nosso. O idioma, afinal, o que é senão o ovo das galinhas de ouro?
Estamos, sim, amando o indomesticável, aderindo ao invisível, procurando os outros tempos deste tempo. Precisamos, sim, de senso incomum. Pois, das leis da língua, alguém sabe as certezas delas? Ponho as minhas irreticências. Veja-se, num sumário exemplo, perguntas que se podem colocar à língua:
Se pode dizer de um careca que tenha couro cabeludo?
No caso de alguém dormir com homem de raça branca é então que se aplica a expressão: passar a noite em branco?
A diferença entre um ás no volante ou um asno volante é apenas de ordem fonética?
O mato desconhecido é que é o anonimato?
O pequeno viaduto é um abreviaduto?
Como é que o mecânico faz amor? Mecanicamente?
Quem vive numa encruzilhada é um encruzilheu?
Se diz do brado de bicho que não dispõe de vértebras: o invertebrado?
Tristeza do boi vem dele não se lembrar que bicho foi na última reencarnação. Pois se ele, em anterior vida, beneficiou de chifre o que está ocorrendo não é uma reencornação?
O elefante que nunca viu mar, sempre vivendo no rio: devia ter marfim ou riofim?
Onde se esgotou a água se deve dizer: “aquabou”?
Não tendo sucedido em Maio mas em Março o que ele teve foi um desmaio ou um desmarço?
Quando a paisagem é de admirar constrói-se um admiradouro?
Mulher desdentada pode usar fio dental?
A cascavel a quem saiu a casca fica só uma vel?
As reservas de dinheiro são sempre finas. Será daí que vem o nome: “finanças”?
Um tufão pequeno: um tufinho?
O cavalo duplamente linchado é aquele que relincha?
Em águas doces alguém se pode salpicar?
Adulto pratica adultério. E um menor: será que pratica minoritério?
Um viciado no jogo de bilhar pode contrair bilharziose?
Um gordo, tipo barril, é um barrilgudo?
Borboleta que insiste em ser ninfa: é ela a tal ninfomaníaca?
Brincadeiras, brincriações. E é coisa que não se termina. Lembro a camponesa da Zambézia. Eu falo português corta-mato, dizia. Sim, isso que ela fazia é, afinal, trabalho de todos nós. Colocamos essoutro português – o nosso português – na travessia dos matos, fizemos que ele se descalçasse pelos atalhos da savana.
Nesse caminho lhe fomos somando colorações. Devolvemos cores que dela haviam sido desbotadas – o racionalismo trabalha que nem lixívia. Urge ainda adicionar-lhe músicas e enfeites, somar-lhe o volume da superstição e a graça da dança. É urgente recuperar brilhos antigos. Devolver a estrela ao planeta dormente.

30/04/10

MONTEMOR-O-NOVO: VII Feira do Pão e Doçaria


Nos dias 7, 8 e 9 de Maio, o Parque de Exposições da Cidade é cenário para uma iniciativa que mistura pão, doçaria, música, entre outras iniciativas.

Mais informações em: www.cm-montemornovo.pt.

ELVAS: Patrimonius – III Feira Internacional do Património


A Câmara Municipal de Elvas organiza a Patrimonius – III Feira Internacional do Património, no Centro de Negócios Transfronteiriço, de 30 de Abril a 2 de Maio, de sexta-feira a domingo, com entrada livre do público.

Tasquinhas, workshops, jogos históricos multimédia, jogos infantis medievais, demonstração de armas napoleónicas e animação histórica e musical são as propostas para este evento. Em termos de espectáculos, salientam-se um tributo a Edith Piaf, às 21.30 horas de sexta-feira, concerto de Sérgio Godinho, às 21.30 horas de sábado, e concerto pela Banda 14 de Janeiro, às 19 horas de domingo.

Durante o horário de abertura da Patrimonius, as tasquinhas servem almoços, lanches, petiscos e jantares. A feira abre na sexta-feira das 18 às 23 horas, no sábado das 12 às 23 horas e no domingo entre as 12 e as 20 horas.

Mais informãções em: www.cm-elvas.pt

VI MARATONA DE LEITURA EM LÍNGUA PORTUGUESA





A todos os que participaram, o CLP/IC agradece!

26/04/10

VI MARATONA DE LEITURA EM LÍNGUA PORTUGUESA


VI MARATONA DE LEITURA EM LÍNGUA PORTUGUESA


No dia 27 de Abril, das 17 às 20 horas, terá lugar a VI edição da Maratona de
Leitura em Língua Portuguesa na tenda da Feira do Livro no Passeio de Cánovas.

Esta actividade é organizada pelo Instituto Municipal de Juventud, o Instituto
Camões, a Consejería de Cultura y Turismo e a Escuela Oficial de Idiomas de Cáceres.

Nesta edição, cada um dos participantes escolherá uma canção portuguesa, que poderá
ler ou cantar, daí o titulo deste ano: “Canta ou Lê?”. A Maratona contará com a participação do grupo português "Assobio".

Não perca!

26/03/10

X CERTAME IBÉRICO DE JOVENS ARTISTAS


O Instituto Municipal da Juventude da Câmara Municipal de Cáceres apresenta, com o apoio do Instituto Camões, o X Certame Ibérico de Jovens Artistas, que tem o objectivo de promover e estimular a criatividade de jovens artistas.

O certame pretende ser um meio de expressão criativa das gerações mais novas, e enquadra-se no fomento da cultura que a cidade de Cáceres tem desenvolvido na sua candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2016.

Pode obter mais informações no Instituto Municipal da Juventude, através do telefone +34927627502/03 e do e-mail imj@ayto-caceres.es, deslocando-se pessoalmente ao Edifício Valhondo, Avda. de la Universidad s/n, Cáceres, ou consultando o site da Câmara: www.ayto-caceres.es

22/03/10

Poema do Dia - Esta Cinza


Esta Cinza

Humanos - quem diria? -
queremos ser a cinza
mais veloz
que a dos dias,
a cinza intermitente
e voraz, a cinza
da agonia e as outras
que a estação levanta,
ao vento rápido.

Humanos, esta cinza
tem de ser conquistada
como se fosse finda
ou fosse a nossa sombra.

in Carlos Nejar - A Idade da Eternidade - Poesia Reunida, São Paulo, Impresa Nacional-Casa da Moeda, 2001

Esta é uma das obras disponíveis na Biblioteca do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres. Se quer ler mais textos deste autor visite-nos!

11/03/10

TEATRO DA LUA CHEIA



23 de Março, 12:00 horas
Sala Paraninfo, Faculdade de Filosofia e Humanidades, Universidade da Extremadura

Apresentação teatral, em Português, por parte do grupo universitário “Teatro da Lua Cheia”, da obra "O Doido e a Morte", de Raul Brandão.

Antes da apresentação, os alunos do Colégio Extremadura realizarão uma leitura dramatizada do conto "Morgado", de Miguel Torga.

08/03/10

Poema do Dia - Mãe


Mãe

Se queres ouvir
a mãe
em tua memória
arcaica
deixa as palavras verem.
Aceita o colo
vivo
a álgida solidão
e ultrapassa o poema.

in Ana Marques Gastão - Nós/Nudos, Lisboa, Gótica, 2004

Esta é uma das obras disponíveis na Biblioteca do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres. Se quer ler mais textos deste autor visite-nos!

Poema do Dia - O Guardador de Rebanhos


O Guardador de Rebanhos

Eu nunca guardei rebanhos,
Mas é como se os guardasse.
Minha alma é como um pastor,
Conhece o vento e o sol
E anda pela mão das Estações
A seguir e a olhar.
Toda a paz da Natureza sem gente
Vem sentar-se a meu lado.
Mas eu fico triste como um pôr de Sol
Para a nossa imaginação,
Quando esfria no fundo da planície
E se sente a noite entrada
Como uma borboleta pela janela.


Mas a minha tristeza é sossego
Porque é natural e justa
E é o que deve estar na alma
Quando já pensa que existe
E as mãos colhem flores sem ela dar por isso.

(...)

in Alberto Caeiro - Poesia, Lisboa, Assírio & Alvim, 2004

Esta é uma das obras disponíveis na Biblioteca do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres. Se quer ler mais textos deste autor visite-nos!

Poema do Dia - Poema Contíguo ao Ódio


Poema Contíguo ao Ódio

Que gelado sopro nos agita
do lado de dentro das ruas?

Que rápida vertigem nos domina
nesta agudíssima manhã?

Este vento que nos queima estas veias mais quentes
Estes longos minutos que sacodem o rosto
Estes ponteiros gigantes que nos marcam os séculos
Estes rios de sal que abrem sulcos nos ossos.

Esta raiva que nos corta estas lâminas nos lábios
Estes vidros de silêncio que nos enchem a boca
Estes deuses que sorriem estas lágrimas mais puras
Estes grandes traços negros de trânsito impedido.

in João Rui de Sousa - Obra Poética, Lisboa, Dom Quixote, 2002

Esta é uma das obras disponíveis na Biblioteca do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres. Se quer ler mais textos deste autor visite-nos!

02/03/10

Poema do Dia - Cena de Rua


Cena de Rua

A mulher com o chapéu de chuva na mão
espera o autocarro que há-de vir; mesmo
que chova, o chapéu de chuva fica fechado;
chega o autocarro, e olha para o lado.

Está ali de manhã à noite, com o tempo a passar
sem ela dar por ele. Se lhe perguntam porquê,
fala da chuva que está para cair; se a avisam
da chuva, fala do autocarro que vai chegar.

O mundo devia ser como a vida dessa mulher,
igual de manhã até à noite, sem razões para dar
-apesar do autocarro que não vai chegar,
a essa rua sem fim onde não pára de chover.

in Nuno Júdice - O Estado dos Campos, Lisboa, Dom Quixote, 2003

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18/02/10

Gulbenkian: Bolsas de Investigação para Estrangeiros




Está aberto até 31 de Março de 2010 o concurso para concessão de Bolsas de Investigação para Estrangeiros da Fundação Calouste Gulbenkian.

O concurso visa conceder bolsas de estudo ao nível pós-universitário a investigadores estrangeiros que desejem realizar pesquisas em Portugal para doutoramento ou para a publicação de um livro sobre temas da cultura portuguesa.

O regulamento encontra-se disponível em http://www.gulbenkian.pt/index.php?section=23&artId=123&langId=1.

12/02/10

Poema do Dia - Lá para o fim


Lá para o fim

Já não frequento o café
Nem de subúrbio, nem de cidade:
A minha vida, agora, é
Uma bengala e a saudade.

Perdi interesse pela evasão.
O rodear-me de nova gente.
Ganhei o gosto por outro pão
Mais indicado para o meu dente.

Nenhuma escrita já é memória.
Já não me perco por qualquer lado.
Deixei o nome na sua glória.
Deixei o corpo no seu pecado.

Fluía o verso. Mas, hoje, estanca
Ante uma alma de austero porte.
Foi rosa rubra. É rosa branca.
Que imaculada lhe seja a morte.

in António Manuel Couto Viana - 60 Anos de Poesia, Lisboa, Biblioteca de Autores Portugueses, 2004

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03/02/10

X PRÉMIO DE TRADUÇÃO GIOVANNI PONTIERO

O Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres tem o prazer de anunciar que se encontra aberta a convocatória para o X PRÉMIO DE TRADUÇÃO GIOVANNI PONTIERO, organizado conjuntamente pelo Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Barcelona e pela Facultat de Traducció i d'Interpretació da Universitat Autònoma de Barcelona, que na edição de 2010 se destina às traduções para espanhol de obras literárias escritas originalmente em Língua Portuguesa. O prazo de apresentação das traduções finaliza no dia 15 de Março de 2010.

Para mais informações, por favor contacte o Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Barcelona: i.camoes.fti@uab.cat.

Poema do Dia - Junto Dele


Junto Dele

Vi um dia, e hei-de ver eternamente,
Já sepultado em flores, no seu leito,
Uma criança morta, um inocente,
Um pequenino amor, ainda perfeito.

Oh que mimosa palidez tremente
A do gélido rosto contrafeito!
E as mãozinhas de cera, docemente
Compostas e cruzadas sobre o peito!

Ó Deus cruel, que matas as crianças,
E as estrelas apagas, na amplidão,
E massacras as nossas esperanças!

Não sei quem és, eu não te entendo, Deus!
E penso, com terror, na escuridão
Desse teu Reino trágico dos céus...

in Teixeira de Pascoaes - Poesia, Lisboa, Círculo de Lectores, 2005

Esta é uma das obras disponíveis na Biblioteca do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres. Se quer ler mais textos deste autor visite-nos!

29/01/10

Poema do Dia - Erros Inevitáveis


Erros Inevitáveis

Seria um erro cair aos pés do teu rosto
seria um erro imaginar poder multiplicar o prazer
seria um erro desabar protecções ao redor desses movimentos
seria um erro cegar a carne pelos dias da demora
seria um erro convocar Deus para a partilha
seria um erro abrir filhos nas paredes de uma casa
seria um erro depois trocar o tempo pelo corpo
seria um erro mais tarde voltar atrás na memória
seria um erro não querer fazer tudo isto mas fazer
seria um erro cair aos pés do teu rosto.

in Paulo José Miranda - A Arma do Rosto, Lisboa, Livros Cotovia, 1998

Esta é uma das obras disponíveis na Biblioteca do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres. Se quer ler mais textos deste autor visite-nos!

27/01/10

Poema do Dia - Canção da beira-mar


Canção da beira-mar

Ó mar Atlântico
à beira donde sofremos,
quando virá a maré-cheia da partida?
O mar de vendavais,
quando, quando?

Que triste a nossa vida,
tudo temos:
barcos, remos e tripulação,
só nos falta partir...

Ó mar que és um leão,
com tua garra,
a vaga,
despedaça a amarra
que nos prende à terra.

(...)

in Manuel da Fonseca - Obra Poética, Lisboa, Caminho, 1984

Esta é uma das obras disponíveis na Biblioteca do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres. Se quer ler mais textos deste autor visite-nos!

26/01/10

CURSOS DE FORMAÇÃO A DISTÂNCIA DO INSTITUTO CAMÕES



O Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres tem o prazer de anunciar que está a decorrer período de candidaturas para os cursos de formação a distância do Instituto Camões (2.º semestre).

Os cursos disponíveis são os seguintes:

CURSOS CREDITADOS COM ECTS

Curso de especialização pós-graduado em Cultura Portuguesa Contemporânea
Estudos Pós-Coloniais: Atlânticos Sul
Tradução e Tecnologias de Informação Linguística
Intercompreensão Linguística: Português, Espanhol, Francês
Literatura Dramática Portuguesa Contemporânea
Patrimónios de Influência Portuguesa

CURSOS DE PORTUGUÊS

Portuguese for foreigners, level 1
Portuguese for foreigners, level 2
Português para estrangeiros, nível 3

CURSOS CREDITADOS PARA FORMAÇÃO CONTÍNUA DE PROFESSORES

MIPL2.0 - Materiais Interactivos para Português Língua Segunda na web 2.0
Laboratório de Escrita Criativa - Nível Introdutório
Literaturas Africanas de Língua Portuguesa
Primeira República e Republicanismo
Meio Século de Literatura Portuguesa (1880-1930)

CALENDÁRIO

Inscrições: 20 de Janeiro a 10 de Fevereiro
Selecção: 11 a 15 de Fevereiro
Pagamento: até 21 de Fevereiro
Início dos cursos: a partir de 23 de Fevereiro
Interrupção de Páscoa: 29 de Março a 5 de Abril

MAIS INFORMAÇÕES EM
http://cvc.instituto-camoes.pt/ensino-a-distancia/novos-cursos.html

Poema do Dia - Metamorfose


Metamorfose

Repara: — a imóvel crisálida
Já se agitou, inquieta,
Cedo, rasgando a mortalha,
Ressurgirá borboleta.

Que misteriosa influência
A metamorfose opera!
Um raio de sol, um sopro!
Ao passar, a vida gera.

Assim minh'alma, inda ontem
Crisálida entorpecida,
Já hoje treme, e amanhã
Voará cheia de vida.

Tu olhaste — e do letargo
Mago influxo me desperta:
Surjo ao amor, surjo à vida
À luz de uma aurora incerta.

in Júlio Dinis - Poesias, Lisboa, Círculo de Leitores, 1992

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25/01/10

Poema do Dia - Flor de Lapela


Flor de lapela

Pequeno ser
Que deu prazer,
E ao cabo, num ocaso descorado,
Jaz no passeio, abandonado,
Sem mágoa e sem memória.

Não é diversa a trajectória
Das flores maiores que somos nós...

Exibe-nos a Vida na lapela; a glória
Dura o que dura uma manhã de sol. Após,
Esgotada a cor, extinto o perfume,
A mão que nos colheu lança-nos fora,
P'ra que nos leve a carroça do estrume
Que vem na madrugada,
Ou, se chover, nos leve a enxurrada...

Flor ou bicho
Ou criatura,
Tudo é lixo
Na sepultura.

in Reinaldo Ferreira - Poemas, Lisboa, Vega, 1998

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18/12/09

Poema de Natal


História Antiga

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.
Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças.

in Miguel Torga - Poesia Completa, Lisboa, Pulicações Dom Quixote, 2000

Esta é uma das obras disponíveis na Biblioteca do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres. Se quer ler mais textos deste autor visite-nos!

Receitas de Natal: Bacalhau Gratinado e Sonhos de Abóbora












No jantar da Noite de Natal (chamado “consoada”), é tradicional em Portugal servir pratos de bacalhau e muitos bolos e doces.

Delicie-se com as seguintes receitas de Bacalhau Gratinado e Sonhos de Abóbora, retiradas do site da Vaqueiro (www.vaqueiro.pt).

BACALHAU GRATINADO

Ingredientes (para 4 pessoas):
3 postas altas de bacalhau demolhado, 2 cebolas, 6 dentes de alho, 100 g de Vaqueiro (margarina), 1 alho francês, 2 cenouras, sal, pimenta, 200 g de cogumelos, 300 g de miolo de camarão cozido, 800 g de puré de batata, 2 dl de maionese, 8 pepinos de conserva, pimentos morrones
Preparação:
Ligue o forno e regule-o para os 220 °C.
Coza o bacalhau durante 10 minutos em água a ferver. Escorra, limpe o bacalhau de peles e espinhas e faça-o em lascas.
Descasque e corte as cebolas e os dentes de alho em rodelas finas e leve a refogar com metade da Vaqueiro, sobre lume brando, até a cebola estar translúcida.
Corte o alho francês em rodelas finas, lave em água corrente e escorra bem. Pele e rale as cenouras em fios, Junte o alho francês e a cenoura ralada ao refogado de cebola e deixe estufar sobre lume muito brando até os legumes estarem moles.
Entretanto, lave os cogumelos, enxugue-os e corte em lâminas.
Derreta a restante Vaqueiro numa frigideira larga, junte os cogumelos e deixe saltear até a água que libertarem se evaporar.
Adicione-os depois aos restantes legumes estufados. Tempere com sal e pimenta e junte o miolo de camarão.
Disponha o puré de batata a toda a volta de um tabuleiro que possa ir ao forno e à mesa, previamente untado com Vaqueiro. No centro coloque em camadas alternadas os legumes e as lascas de bacalhau e, por cima espalhe a maionese.
Leve a gratinar no forno até a superfície estar bem dourada.
Enfeite com os pepinos de conserva e pimentos morrones.

SONHOS DE ABÓBORA

Ingredientes (para 4 pessoas):
400 g de abóbora (limpa), 50 g de açúcar + o necessário para polvilhar, 1 casca de laranja, 0,5 dl de aguardente, 450 g de farinha com fermento, 1 colher de sopa de Maisena, 3 ovos, óleo Vaqueiro, canela em pó.
Preparação:
Corte a abóbora em cubinhos pequenos, junte o açúcar e a casca de laranja e leve a cozer, tapado, sobre lume muito brando até a abóbora estar macia. Retire a casca da laranja e desfaça a abóbora, batendo com uma colher de pau. Adicione e aguardente e, fora do lume, deite a farinha, previamente peneirada com a Maizena, de uma só, vez batendo energicamente com uma colher de pau. Quando a massa se separar das paredes do tacho, mude-a para uma tigela e, sem parar de bater, adicione os ovos, um a um. Bata a massa até esta ter absorvido completamente os ovos.
Com a ajuda de uma colher de sopa, retire bocadinhos de massa e frite em óleo Vaqueiro quente.
Vá picando os sonhos com um espeto ou uma agulha de tricot e deixe fritar até ficarem bem douradinhos e crescidos. Escorra sobre papel absorvente e depois passe-os por uma mistura de açúcar e canela em pó.
Sugestão:
Em vez de passar os sonhos de abóbora por açúcar e canela, pode regá-los com uma calda de açúcar aromatizada com canela e vinho do Porto.

17/12/09

AVISO – HORÁRIOS DO CLP


Informamos que o Centro de Língua Portuguesa estará encerrado de 21 de Dezembro a 8 de Janeiro (inclusive).

A partir de 11 de Janeiro, reabrirá com o horário habitual: de segunda a sexta, das 9:00 às 13:00 horas.

Desejamos a todos umas excelentes festas!

14/12/09

Teatro de Sombras de Carlos Jorge Gomes em Cáceres



O português Carlos Jorge Gomes, actualmente residente em Cáceres, dedica-se há vários anos ao teatro de sombras e silhuetas.

No próximo dia 28 de Dezembro, às 12:00 horas, na Biblioteca Pública de Cáceres, será apresentada a versão em castelhano do trabalho “Dentro”.

No dia seguinte, 29, às 12:00 horas, também na Biblioteca Pública de Cáceres, será a vez de “El árbol y el rey”.

Para mais informações sobre o trabalho de Carlos Jorge Gomes, consulte a página http://www.carlosjorgegomes-sombras.com/.

11/12/09

Conferência “Novos Espaços de Arte Contemporânea em Portugal”



O Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões na UEx (Cáceres) tem o prazer de informar que será hoje, dia 11 de Dezembro, realizada, às 17:30 horas, na sala de audiovisuais da Escola Oficial de Idiomas de Cáceres (C/ Gómez Becerra, 6, Cáceres), a conferência “Novos Espaços de Arte Contemporânea em Portugal” (em Português), dada pela investigadora Luísa Especial.

A entrada é livre.

Poema do Dia - O Tempo A Vida


O TEMPO A VIDA

Não coincide o tempo com a vida
tão tarde o aprendemos

Fora dele vivida conhecemos
antes de nela entrarmos a saída

Num retroceso intemporal vivemos
intemporal decerto é a nossa vida

in Gastão Cruz - Rua de Portugal, Lisboa, Assírio & Alvim, 2002

Esta é uma das obras disponíveis na Biblioteca do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres. Se quer ler mais textos deste autor visite-nos!

02/12/09

EXTREMA'doc: Prémio atribuído a realizador português


A longa-metragem “Vai com o Vento” (2008), do realizador português Ivo M. Ferreira, recebeu o prémio de melhor documentário (categoria “Transfronteira”) no Festival Internacional de Cinema Documental da Extremadura, EXTREMA’doc, realizado em Cáceres, de 16 e 27 de Novembro.

Os três finalistas da categoria “Transfronteira”, a qual contou com o patrocínio do Instituto Camões, foram “La Esquina del Tiempo”, de Carla Alonso, “Canto da Terra D’Água”, de Adriano Smaldone e Francesco Giarrusso, e “Vai com o vento”, de Ivo M. Ferreira. Foi ainda concedida uma menção honrosa a “Voo do Humbi-Humbi”, de Carlos Eduardo Viana.

30/11/09

Poema do Dia - Lisbon Revisited (1923)



LISBON REVISITED (1923)

Não: não quero nada.
Já disse que não quero nada.

Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.

Não me tragam estéticas!
Não me falem em moral!
Tirem-me daqui a metafisica!
Não me apregoem sistemas completos, não me enfileirem conquistas
Das ciências (das ciências, Deus meu, das ciências!)
Das ciências, das artes, da civilização moderna!

Que mal fiz eu aos deuses todos?

Se têm a verdade, guardem-na!

(...)

in Álvaro de Campos - Livro de Versos, Lisboa, Editorial Estampa, 1993.

Esta é uma das obras disponíveis na Biblioteca do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres. Se quer ler mais textos deste autor visite-nos!

23/11/09

EXTREMA'doc - Projecção de documentários da secção Transfronteira



No âmbito da 5.ª edição do Festival Internacional de Cinema Documental da Extremadura, EXTREMA’doc (www.extremadoc.com), apoiada pelo Instituto Camões, estão a concurso os seguintes filmes de realizadores portugueses, de produção portuguesa ou de temática lusófona ou transfronteiriça (categoria Transfronteira):

 “Voo do Humbi-Humbi”, de Carlos Eduardo Viana;
 “Vai com o vento”, de Ivo Ferreira;
 “Touro”, de Camilo Azevedo;
 “La Esquina del Tiempo”, Carla Alonso;
 “Canto da Terra D’Água”, Adriano Smaldone e Francesco Giarrusso;
 “Flores em vida”, Eduardo Consonni e Rodrigo Marques;
 “Só tenho o que dei”, de Carlos Pereira e Levi Martins;
 “Mãe Carmelín”, de Isaac Cedillo Soto.

Os documentários finalistas desta categoria serão exibidos na “Aula de Cultura” da Caja Extremadura (Calle Clavellinas, 7, Cáceres), no dia 25 de Novembro, a partir das 19:00 horas.

Não perca!

19/11/09

Encerramento da exposição “Alquimia del Ser” no Museu de Cáceres (21 de Novembro)



No próximo sábado, às 12:00 horas, será o encerramento da exposição “Alquimia del Ser”, no Museu de Cáceres, que reúne obras dos artistas portugueses Avelino Sá, José Emílio Barbosa, Luís Ribeiro, Mauro Cerqueira, Luís Afonso e Maria Sobral Mendonça, entre outros, e é comissariada por Guida Maria Loureiro.

Haverá uma apresentação do grupo musical juvenil da SAMP (Sociedade Artística Musical dos Pousos), constituído por Ana Rita Oliveira Vieira (Saxofone), Mariana da Silva Costa Moreira (Flauta transversal), Sara Isabel Correia Rodrigues (Clarinete), André Miguel Lopes Roque (Oboé) e João Carlos Peralta Moreira (Fagote), com o seguinte programa: O Lago dos Cisnes (Tchaikovsky), Scheherezade (Rinsky Korsakov), American Patrol (Glenn Myller), Habbeleazer (Anónimo).

Será servido um Porto de Honra.

A actividade conta com o apoio do Instituto Camões.

Museu de Cáceres
Plaza de las Veletas s/n
Cáceres

18/11/09

Poema do Dia - Z


Z
As formas, as sombras, a luz que descobre a noite
e um pequeno pássaro

e depois longo tempo eu te perdi de vista
meus braços são dois espaços enormes
os meus olhos são duas garrafas de vento

e depois eu te conheço de novo numa rua isolada
minhas pernas são duas árvores floridas
os meus dedos uma plantação de sargaços

a tua figura era ao que me lembro da cor do jardim.

in António Maria Lisboa - Poesia, Lisboa, Assírio & Alvim, 1995

Esta é uma das obras disponíveis na Biblioteca do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres. Se quer ler mais textos deste autor visite-nos!

17/11/09

Poema do Dia - Há Palavras que nos Beijam


Há Palavras que nos Beijam

Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca,
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca.

Palavras nuas que beijas
Quando a noite perde o rosto;
Palavras que se recusam
Aos muros do teu desgosto.

(...)

in Alexandre O'Neill - Poesias Completas, Lisboa, Assírio & Alvim, 2005

Esta é uma das obras disponíveis na Biblioteca do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres. Se quer ler mais textos deste autor visite-nos!

16/11/09

Convite: Exposição de Fotografia (17 de Novembro)


O Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões na Universidade da Extremadura e o Festival Extrema'Doc têm o prazer de convidá-lo(a) para a inauguração da exposição de fotografia documental "Tonalidades da Guiné-Bissau", de Ernst Schade e David Clifford, que se realizará no dia 17 de Novembro, às 18:30 horas, na Casa Museo Guayasamín / Museo Pedrilla (Ronda de San Francisco, s/n, Cáceres).

Será servido um Porto de Honra.

Festival EXTREMA’doc em Cáceres



Decorrerá de 16 a 27 de Novembro, em Cáceres, a 5.ª edição do Festival Internacional de Cinema Documental da Extremadura, EXTREMA’doc (www.extremadoc.com), que conta com o apoio do Instituto Camões. As exibições programadas organizam-se em duas secções: a oficial, que inclui os documentários que estão a concurso (categorias “Longa-metragem”, “Curta-metragem” e “Transfronteira”), e a informativa. O Instituto Camões financia o prémio da categoria “Transfronteira”, na qual estão a concurso os seguintes filmes de realizadores portugueses, de produção portuguesa ou de temática lusófona ou transfronteiriça:

 “Voo do Humbi-Humbi”, de Carlos Eduardo Viana;
 “Vai com o vento”, de Ivo Ferreira;
 “Touro”, de Camilo Azevedo;
 “La Esquina del Tiempo”, Carla Alonso;
 “Canto da Terra D’Água”, Adriano Smaldone e Francesco Giarrusso;
 “Flores em vida”, Eduardo Consonni e Rodrigo Marques;
 “Só tenho o que dei”, de Carlos Pereira e Levi Martins;
 “Mãe Carmelín”, de Isaac Cedillo Soto.

Os documentários finalistas desta categoria serão exibidos na “Aula de Cultura” da Caja Extremadura (Calle Clavellinas, 7, Cáceres), no dia 25 de Novembro, a partir das 19:00 horas.

Haverá também a exibição, na secção informativa, de outros filmes relacionados com Portugal ou com a Língua Portuguesa, que percorrerão as Escolas Oficiais de Idiomas de sete localidades da Extremadura espanhola (Cáceres, Mérida, Villanueva/Don Benito, Zafra, Plasencia, Almendralejo, Badajoz), entre os quais se encontram “Ritmos da Cidade”, de Luís Margalhau, “A Carta Quinhamel”, de Peter Anton Zoettl, e “Lisboa Adentro”, de Muriel Jacqueroz e Eduardo Saraiva Pereira.

No âmbito deste Festival, será ainda apresentada no Museu Pedrilla / Casa Museu Guayasamín (Ronda de San Francisco, s/n, Cáceres), de 17 a 29 de Novembro, a exposição de fotografia “Tonalidades da Guiné-Bissau”. Esta exposição, que conta com o apoio do Instituto Camões, reúne obras de dois fotógrafos residentes em Lisboa, Ernst Schade (1949, Holanda) e David Clifford (1974, Canadá), e mostra-nos algumas cenas da vida quotidiana na Guiné-Bissau.

Poema do Dia - Décima


Décima

Em verso, e prosa suspende
engenho tão peregrino:
mas quanto agrada o divino
tanto o lisonjeiro ofende.
Quem a querer não se rende
tão raro merecimento
armada está de escarmento,
se bem de escarmento armada
a culpas de escarmentada,
dá penas de sentimento.

in Sóror Violante do Céu - Rimas Várias, Lisboa, Presença, 1993

Esta é uma das obras disponíveis na Biblioteca do Centro de Língua Portuguesa do Instituto Camões em Cáceres. Se quer ler mais textos deste autor visite-nos!