Bem-vindo ao blogue do Centro de Língua Portuguesa do Camões, IP na Universidade da Extremadura /Cáceres

Bienvenido al blog del Centro de Lengua Portuguesa del Camões, IP en la Universidad de Extremadura /Cáceres




28/02/17

Entrudo Chocalheiro



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Vamos conhecer um dos mais tradicionais e genuínos carnavais de Portugal: o “Entrudo Chocalheiro”, em que os caretos animam a pequena aldeia transmontana de Podence.
 
Podence (perto da albufeira da barragem do Azibo) fica no concelho de Macedo de Cavaleiros, aproximadamente 30km a sul de Bragança.

A origem desta tradição perde-se no tempo, mas remontará à época pré-romana, sendo partilhada por outros locais em Trás-os-Montes e na vizinha Espanha.

Nestes dias os homens vestem trajes coloridos, com franjas de lã de cores vivas (quase sempre amarelo, verde e vermelho) que lhes cobrem todo o corpo. As máscaras dos Caretos de Podence são tradicionalmente feitas de metal, podendo também ser de couro ou madeira. Destacam-se o nariz pontiagudo e as cores vivas.

Resultado de imagem para caretos Nos dias de Carnaval, os Caretos circulam pelas ruas da aldeia, normalmente em grupos, em busca de raparigas para chocalhar. O chocalhar consiste numa dança em que o careto agarra a rapariga e abana a anca, batendo nela com os chocalhos que traz à cintura. Os homens que não se mascaram abrem as adegas para matar a sede aos caretos.

A imunidade dada pela máscara era propícia a excessos que não deixavam ninguém dormir descansado. Mas a tradição já não é o que era e o careto perdeu um pouco do carácter diabólico que tinha antigamente.
Neste entrudo também não faltam as marafonas e os grupos populares.


Aqui fica um video promocional!


27/02/17

Novidades no CLP/C


Chegaram duas novas obras ao CLP/C, Nem todas as baleias voam do Afonso Cruz e Homens imprudentemente poéticos de Valter Hugo Mãe.

Em plena Guerra Fria, a CIA engendrou um plano, batizado Jazz Ambassadors, para cativar a juventude de Leste para a causa americana. É neste pano de fundo que conhecemos Erik Gould, pianista exímio, apaixonado, capaz de visualizar sons e de pintar retratos nas teclas do piano. A música está-lhe tão entranhada no corpo como o amor pela única mulher da sua vida, que desapareceu de um dia para o outro. Será o filho de ambos, Tristan, cansado de procurar a mãe entre as páginas de um atlas, que encontrará dentro de uma caixa de sapatos um caminho para recuperar a alegria.










Num Japão antigo o artesão Itaro e o oleiro Saburo vivem uma vizinhança inimiga que, em avanços e recuos, lhes muda as prioridades e, sobretudo, a capacidade de se manterem boa gente.
A inimizade, contudo, é coisa pequena diante da miséria comum e do destino.
Conscientes da exuberância da natureza e da falha da sorte, o homem que faz leques e o homem que faz taças medem a sensatez e, sobretudo, os modos incondicionais de amarem suas distintas mulheres.

21/02/17

Exames CAPLE - maio 2017




O Centro de Língua Portuguesa do Camões,IP, em Cáceres, que é o Local para Aplicação e Promoção dos Exames (LAPE 1035) em Cáceres, tem o prazer de informar que as inscrições para a realização, em Cáceres, dos exames de avaliação de Português Língua Estrangeira na época de maio de 2017 estão abertas até dia 08 de maio e são limitadas.

As inscrições são realizadas exclusivamente on-line através da plataforma do CAPLE disponível em http://caple.letras.ulisboa.pt/inscricao.

Receberá, posteriormente, uma mensagem eletrónica com os procedimentos para realizar o pagamento.

Atenção: O pagamento é feito unicamente através de transferência bancária para a conta indicada na mensagem eletrónica.  

A inscrição só será validada depois de ter sido realizado o pagamento e rececionado o respetivo comprovativo original pelo Centro de Língua Portuguesa/Camões IP em Cáceres.

Para obter mais informações sobre cada exame pode consultar a página do CAPLE (Centro de Avaliação de Português Língua Estrangeira): http://caple.letras.ulisboa.pt/ 

As datas para a época de maio são:

CIPLE: 30/05/2017

DEPLE: 31/05/2017

DIPLE: 31/05/2017


DAPLE: 30/05/2017

DUPLE: 29/05/2017

20/02/17

Novidades no CLP/C


Chegaram ao centro quatro novas longas-metragens.
Luís Miguel Correia em Trabalhos do olhar trata a obra do conhecido artista português, Pedro Calapez. 


Pedro Calapez é um dos artistas portugueses com maior destaque internacional. A sua obra, plasticamente poderosa, tem-se desenvolvido de forma consistente desde os anos 70. Mas o seu percurso é rico em alterações, mudanças, invenções, continuidades, uma experiência permanente ao nível da cor, do desenho e dos materiais. 
O filme olha de perto o artista no seu atelier ou na montagem de uma exposição, revelando o seu processo de criação, indagando a própria especificidade da pintura.

Ao mesmo tempo, é-nos dada a riqueza e as dimensões  do trabalho artístico de Calapez, numa viagem que vai da exposição na Galeria Max Estrella, em Madrid, à Casa da Cerca, em Almada, mas também olhando um trabalho cenográfico e revelando as obras públicas, nomeadamente os trabalhos efectuados no Mosteiro dos Jerónimos, na Igreja da Santíssima Trindade, no santuário do Fátima ou na praça em calçada portuguesa na Porta-Sul da Exposição Internacional de Lisboa de 1998.


O segundo filme, O teatro dos outros, foi realizado por Jorge Silva Melo. Este filme é uma revisitação da obra do pintor Nikias Skapinakis a partir da exposição Quartos Imaginários. 



“Ele é, de certa maneira, o único clássico que conheci”, diz Jorge Silva Melo, “o artista apolíneo que instala uma distância clara entre si e o objecto, que pinta com as “mãos frias”, no dizer exacto do poeta José Gomes Ferreira, um pintor que não rejeita nenhum dos géneros, o desenho, o nu, a paisagem, o retrato, a natureza morta. 

Viajar livremente pelos seus trabalhos, encontrar temas e técnicas transmutadas, seguir os seus mais de cinquenta anos de vida activa e prática ininterrupta é viajar por um universo meticuloso, intenso, intransigente, obstinado, livre. É a essa intransigência e a essa liberdade que quereria convidar o espectador, são cinquenta anos de uma provocação tranquila como já houve quem chamasse à sua obra multímoda e única.”

O terceiro foi realizado por Rui Esteves e chama-se Todi, a segunda morte de Luísa Aguiar


Durante 24 horas, algures no ano de 2008, uma octogenária de porte digno, vestida de negro e de olhar surpreso, percorre locais em Setúbal, Porto e Lisboa. Seu nome: Luísa Aguiar, La Todi. 

O primeiro nome português cantado nas ruas, a ser disputado por fações rivais, sussurado por políticos e poetas, inspirador de compositores, vítima de invejas e de cabalas empresariais.
Idolatrada nas cortes imperiais da Europa e nos grandes teatros, amiga de Maria Antonieta, Catarina da Rússia, Frederico da Prússia, Beethoven, de Napoleão Bonaparte, inspiradora de Cherubini e tantos outros, a "Cantatrice de La Nation" morre, viúva, só, quase cega e quase pobre em Lisboa.

A mulher, de passo hesitante mas de mente lúcida, erra por entre gente e computadores, esplanadas e prédios, becos e teatros, pontes destruídas e conventos, procurando (quase) inutilmente reconhecer esses mesmos locais, agora de triste esquecimento. 

Por fim, destacamos os dois documentários de Fernando Lopes, Lissabon Wuppertal Lisboa e Tomai Lá do O'Neill, reuniddos num DVD.



Lissabon Wuppertal Lisboa 

Lisboa, cidade aberta, luminosa e quente, recebe Pina Bausch e a sua Companhia, o Tanztheater Wuppertal.
Vêm para uma residência de três semanas, respondendo ao convite do Festival dos 100 Dias: a criação de Ein Neues St?ck von Pina Bausch.
Chegam de olhos e ouvidos bem abertos, de veias bem temperadas, atentíssimos aos sinais, às cintilações, aos sons, aos perfumes e às emoções que a cidade lhes for sugerindo.
Depois, com as evocações especiais das suas próprias vidas, agora entretecidas pela aragem de Lisboa, acontecerá a tal hora muito rara em que tudo isto e tudo o resto, pela batuta misteriosa do génio de Pina Bausch, ganhará um corpo próprio, uma nova alma.
Essa terá por nome: “uma nova peça de Pina Bausch”. Ou outra coisa ainda. E Essa é que será linda: MASURCA FOGO.

Tomai lá do O'Neill

Trata-se de um tributo pessoal. Não uma biografia, muito menos uma análise crítica da obra poética de Alexandre O'Neill. Isso está feito e refeito. Trata-se, sobretudo, das vivências criativas, sentimentais e afectivas de um poeta, um dos maiores do nosso século XX, com quem tive o privilégio de conviver (e viver as aventuras da vida, mesmo se, como disse O'Neill, "a aventura acaba sempre numa pastelaria"). 






16/02/17

Prémio Fernão Mendes Pinto 2017






A Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP) anuncia a abertura de candidaturas, até 31 de julho de 2017, ao Prémio Fernão Mendes Pinto 2017.

Este prémio, atribuído anualmente pela AULP, tem como objetivo galardoar uma dissertação de mestrado ou de doutoramento que contribua para a aproximação das Comunidades de Língua Portuguesa, explicitando relações entre comunidades de, pelo menos, dois países.

O valor do Prémio Fernão Mendes Pinto é de 8.000€ (oito mil euros) a atribuir numa parceria conjunta entre a AULP e a CPLP ao autor premiado e cuja publicação será da responsabilidade do Camões-Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.





Os trabalhos serão agrupados nas seguintes secções: Letras e Artes /  Ciências Exatas / Ciências da Saúde e da Vida / Ciências Sociais e Humanas.

Só se poderão candidatar ao PFMP2017 as instituições membros da AULP que tenham as quotas em dia.

Regulamento

15/02/17

Maratona de leitura. Rubrica "Falando"







A Maratona de Leitura este ano assume um formato diferente.
Tudo acontece em linha!
Foi criada a rubrica "Falando" no blogue da Maratona, com o objetivo de partilhar as vossas impressões sobre a Maratona.

Contamos com o vosso comentário!






Novidades no CLP/C

Chegaram ao CLP/C duas novas obras, Que importa a fúria do Mar de Ana Margarida de Carvalho e Até que o amor me mate de Maria João Lopo de Carvalho. 


Frente a frente, duas gerações de um Portugal onde, às vezes, parece que pouco mudou…

Numa madrugada de 1934, um maço de cartas é lançado de um comboio em andamento por um homem que deixou uma história de amor interrompida e leva uma estilha cravada no coração. Na carruagem, além de Joaquim, viajam os revoltosos do golpe da Marinha Grande, feitos prisioneiros pela Polícia de Salazar, que cumprem a primeira etapa de uma viagem com destino a Cabo Verde, onde inaugurarão o campo de concentração do Tarrafal.

Dessas cartas e da mulher a quem se dirigiam ouvirá falar muitos anos mais tarde Eugénia, a jornalista encarregada de entrevistar um dos últimos sobreviventes desse inferno africano e cuja vida, depois do primeiro encontro com Joaquim, nunca mais será a mesma.



Separados pelo tempo, pelo espaço, pelos continentes, pela malária e pelo arame farpado, os destinos de Joaquim e Eugénia tocar-se-ão, apesar de tudo, no pelo de um gato sem nome que ambos afagam e na estranha cumplicidade com que partilham memórias insólitas, infâncias sombrias e amores decididamente impossíveis.


São sete as mulheres que aqui cruzam a vida de Luís Vaz de Camões. Sete as mulheres que mais o amaram ao longo dos seus 55 anos de vida. Esta é a história do homem, do poeta, do soldado, do marinheiro. Uma história de conquistas e esperas, de amores e desamores, de tempos de ventura e desventura, de ódios e paixões; uma história contada no feminino a sete vozes que, vindas de longe e atravessando terras e mares, encontram porto de abrigo na intimidade dos nossos corações. 

Esta é a história de um homem que em palavras, versos, estrofes consegue viajar no tempo para nos trazer a história singular de um mundo maior e de um amor maior. Uma história imortal que 500 anos depois continua viva, nova, próxima e presente.